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Bairro Celeiros || 2024 || «Dançar Ocupando o Bairro Celeiros»

Associação PédeXumbo (Atualizado em: 5 Abril, 2024 )

EM MAIO, a artista Bárbara Faustino está no Bairro Celeiros, em residência artística, para a criação da performance «ATRAVESSAR – a invenção de um percurso dançado pelo Bairro Celeiros».

«ATRAVESSAR – a invenção de um percurso dançado pelo Bairro Celeiros». Fotografia Beatriz Nunes.

«ATRAVESSAR – a invenção de um percurso dançado pelo Bairro Celeiros», Ensaio baerto. Fotografia Joana Ricardo.

«ATRAVESSAR – a invenção de um percurso dançado pelo Bairro Celeiros» de Bárbara Faustino foi o projeto selecionado para esta edição da Bolsa de Novas Criações da Pédexumbo, com o mote «Dançar Ocupando o Bairro Celeiros»!! 

Bolsa para a residência «Dançar Ocupando o Bairro Celeiros» sustenta uma vontade da PédeXumbo em desafiar artistas a olhar para o Bairro Celeiros – zona da cidade de Évora que a PédeXumbo habita – e a criar a partir do lugar. De 26 de janeiro a 26 de fevereiro de 2024, artistas candidataram as suas novas criações a esta Bolsa de criação e a proposta da artista Bárbara Faustino foi a selecionada.

Nesta edição do projeto Bairro Celeiros, a artista vai dedicar-se a uma criação site specific, numa relação direta com o bairro através da sua arquitetura, do tecido social, histórico, cultural e humano, com forte componente de integração da comunidade e a interação com o público, um projeto artístico que contará ainda com uma apresentação pública final.

A residência de criação e a apresentação do projeto acontecerão no decorrer do mês de maio, mês para um “percurso dançado” pelas ruas do bairro e para um convite a visitar e vivenciar o lugar.

EM MAIO, a artista Bárbara Faustino está no Bairro Celeiros, em residência artística, para a criação da performance «ATRAVESSAR – a invenção de um percurso dançado pelo Bairro Celeiros». Em relação direta com o bairro através da sua arquitetura, do tecido social, histórico, cultural e humano, esta criação site specific vai convidar-nos ao movimento neste lugar da cidade de Évora! Ficam convidad@s para este percurso dançado, no dia 24 de maio, com início às 18h30, no Espaço Celeiros (Antigos Celeiros da Epac, Rua do Eborim 16, Évora).

«ATRAVESSAR – a invenção de um percurso dançado pelo Bairro Celeiros»

Um conjunto de ruas com uma determinada afinidade costuma fazer um bairro. A ideia deste bairro sonhado emerge de um celeiro que outrora armazenava trigo e agora armazena criatividade. O seu contorno é uma invenção, mas habitá-lo é real, tão real como comer pão. Os seus limites, desenhados com a fluidez e leveza da farinha, são porosos, permitindo a passagem das pessoas e das ideias.
Demarcadas as fronteiras, parte-se para a travessia interna, ocupando o território em movimento. Aqui, são os vínculos estabelecidos durante o processo criativo que definiram não só o trajeto mas também o ritmo, a forma e os gestos com que ele é percorrido. Das diretivas explícitas — «Bárbara, não vás por essa rua, porque aí há uma coisa má, vai pela outra que é mais bonita» — às suas histórias de vida e gestos, as senhoras que se reúnem todas as tardes junto ao n.º 26 da Rua dos Castelos inspiraram a dança que percorre as ruas desta travessia.
Fazem parte da paisagem sonora as canções da juventude que a Dona Clotilde cantou, as benzeduras que a Dona Custódia ensinou, os ruídos que a rua produz e a composição que os gestos e o ambiente sugerem.

 

 

FICHA TÉCNICA

Criação e interpretação: Bárbara Faustino | Paisagem sonora: Ariel Rodriguez | Apoio à investigação: João Matias | Fotografia: Júlia Vilhena, Beatriz Nunes | Agradecimentos: A toda a equipa da associação PédeXumbo. À Custódia, Clotilde, Joaquina, Luísa e Lurdes, moradoras do Bairro Celeiros que são inspiração, afeto e alegria diária. Ao Sergio Escalera e à Júlia Vilhena. Obrigada a todos, do fundo do coração.

Bárbara Faustino em residência artística no Bairro Celeiros. Fotografia Beatriz Nunes, Júlia Vilhena, Joana Ricardo.

Bárbara Faustino (BR/PT) – criação, coreografia e performance:
Bailarina, performer e professora de dança formada pela Escola Municipal de Bailado do Teatro Municipal de São Paulo, onde cursou: Dança Clássica, Dança Moderna (Martha Graham), Anatomia, História da Arte, História da Dança, Música, Criatividade e Improvisação. Também é Licenciada em Dança pelo curso de Dança e Movimento da Universidade Anhembi Morumbi e fez o Curso para professores de Pré-Primary e Primary da Royal Academy of Dance of London.
Radicada em Portugal desde 2014, trabalhou como bailarina, gestora e professora de dança no Musibéria – Centro Internacional de Músicas e Danças do Mundo Ibérico – em Serpa, no Alentejo, onde desenvolveu pesquisa autoral nas áreas do ensino e da criação em dança. Atualmente reside em Lisboa, onde trabalha como professora de dança em espaços como a Academia Inatel e o Fórum Dança, além de seguir com a sua pesquisa artística autoral, nos cruzamentos entre o ensino, a performance e a criação. Participou da remontagem da peça THE SHOW MUST GO ON, de Jérôme Bel. Fundou a HIDRA cia. de dança, em parceria com a bailarina argentina Janice Iandritsky e também faz parte do Mosaicollective.

Ariel Rodriguez (AR) – criação da paisagem sonora:
Músico, é licenciado em Composição Musical pela Universidade Nacional de Villa María (Córdoba, Argentina). Com uma extensa trajetória como compositor, intérprete e docent, brindou aulas, concertos e cursos em diversas instituições de formação tanto no nível primário, secundário, e Universitário; foi professor das cátedras de “Técnica de Contraponto I”, “Técnica de Contraponto II” e “Composição e arranjos IV” da já mencionada Universidade.
Nos últimos vinte anos desenvolveu uma trajetória profissional ininterrupta, na qual inclui uma série de atividades culturais, festivais, concertos, gravações, masterclass e workshops entre outros. Conta com um total de 4 discos autorais realizados e mais de 30 participações em projetos como colaborador, seja tanto como compositor, intérprete, arranjador ou produtor musical entre outras colaborações. O seu quinto trabalho discográfico intitulado “Frente e Verso” integrado por uma série de nove músicas próprias e alheias encontra-se pronto a ser lançado.
Entre os períodos 2017-2020 trabalhou no Musibéria – Centro Internacional de Músicas e Danças do Mundo Ibérico- (Serpa, Portugal) como criador residente, gestor cultural, técnico de gravação, pós-produção de áudio e professor de piano. Dentro desta instituição participou em mais de 35 projetos que por ali passaram, incluindo tanto colaborações técnicas como artísticas.
Compôs música para teatro Camino Real (Baal17 2018); Gente como a gente (Al Teatro 2019), As três Irmãs (Teatro do Elefante, Setúbal, 2021), Pinóquio da raiz ao nariz” (Cassefaz, 2021), Shitz (Companhia de Teatro de Almada 2021), Noite de Reis (Companhia de Teatro de Almada 2022), Da Felicidade (Causas Comuns, 2023)
Atualmente reside em Lisboa onde trabalha autonomamente em diversos projetos (autorais ou colaborativos).Destaca-se especialmente a sua participação no projeto Martin Sued & Orquestra Assintomática onde interpreta piano, synthesizers, sampling e programação musical, sonoplastia e sound design, esta agrupação editou em 2022 o trabalho “Igual estamos acá” e tem-se apresentado junto à artistas tais como Antonio Zambujo, Yamandú Costa, Lita Folk Band, Salvador Sobral, Iroko Trio, Juanjo Corbalán, Delinfa Cheb, Maria João e Circular Vozes, Carlos Aguirre, Nicolás Ibarburu, Martin Buscaglia, Juan Pablo Di Leone, entre outros.

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