X
Menu
Subscrever newsletter:

Armar o Baile

Associação PédeXumbo (Atualizado em: 21 Agosto, 2019 )

Armar o Baile surge para revitalizar um projeto da PédeXumbo –  Aqui Há Baile – criado com o objectivo de contribuir para a revitalização das danças tradicionais portuguesas. A ideia central é estabelecer contactos com velhos bailadores, convidando-os a ensinar a sua arte a jovens bailadores.

 

NISA :: 2004

Este evento decorreu pela primeira vez na Amieira do Tejo, em Nisa (2004), tendo tido uma abrangência nacional. Fizeram parte do programa bailadores de Norte ao Sul do país, assim como grupos de música com repertórios diversos, e um conjunto de tertúlias e colóquios de reflexão sobre a dança tradicional.

MIRANDA DO DOURO :: 2005

Em 2005 o evento decorreu em Miranda do Douro, apostando no património da região e explorando as diversas formas de dança, os momentos associados, e a história de vida dos bailadores.

SERRA DE GRÂNDOLA :: 2007

Seguiram-se as Valsas Mandadas, da Serra de Grândola, em 2007. O evento decorreu na bonita aldeia de S. Francisco da Serra. Editou-se, na mesma ocasião, o documentário “MandaAdiante”, dedicado a este estilo coreográfico. O projeto ganhou uma nova dimensão em 2011 em Évora onde se promoveu o repertório de baile do Baixo Alentejo em formato de festival.

PAÚL :: 2019

A 1ª edição do Armar o Baile aconteceu na bonita vila serrana do Paul, Covilhã, numa Residência Artística com as Adufeiras da Casa do Povo do Paul, Marta Guerreiro na dança (PédeXumbo), Juan de La Fuente na percussão (Ethno Portugal, Fado Violado), Tiago Candal na concertina (Retalhos) e Teresa Campos na voz (Sopa de Pedra) que trabalharam na criação de um Baile com Adufe, apresentado ao público no dia 5 de outubro de 2019.

O CONTEXTO DAS DANÇAS POPULARES

Em Portugal, os séc. XIX e XX trouxeram o “progresso”: os grandes e rápidos meios de comunicação, e um lugar na chamada aldeia global, mas trouxeram-nos também, a pouco e pouco, mudanças que se revelaram grandes a nível social e cultural. Alteraram-se as formas de sociabilidade, as actividades económicas diversificaram-se, algumas extinguiram-se, ou deram lugar a outras, os tempos livres ganharam novas actividades. Concomitantes com estas alterações sociais, foram-se perdendo as funcionalidades de actividades lúdicas como as danças. Na verdade, estas actividades eram muito mais que recreação: para além de conferirem uma identidade local e cimentarem relações entre os habitantes de um local e os de fora, possuíam ainda funções que entretanto se perderam (vide os bailes de “fazer solo”, Baixo Alentejo). Durante o Estado Novo apareceram Ranchos Folclóricos um pouco por todo o País, centrados numa perspectiva estática de exibição folclórica. Muito mais recentemente surge a Px, com uma abordagem muito mais aplicada e aparentemente simples: divulgar as danças tradicionais essencialmente multiplicando o número de bailadores. A PX mantém-se como uma das poucas associações que, em Portugal, promove o ensino de danças tradicionais. É único o seu modo de trabalhar, baseado na formação de formadores directamente a partir de bailadores “relíquias” de outros tempos.

Em termos internacionais, a PédeXumbo colocou Portugal no circuito de Bailes de Danças Tradicionais há muito enraizados Europa fora. Os Festivais de Danças Tradicionais possuem um cariz muito próprio, cativando um público fiel que se move de festival em festival procurando aprender novas técnicas, procurando os melhores músicos de cada estilo, confraternizando com outros bailadores. A PédeXumbo trouxe este público a Portugal com o Festival Andanças, introduziu muitas técnicas de danças europeias através de bandas estrangeiras convidadas e de muitas outras que entretanto se formaram em Portugal dentro do mesmo espírito. Mas não pode ser esquecido que também esta é uma maneira de divulgar as tradições portuguesas no estrangeiro, já que os bailadores estrangeiros regressam aos seus países de origem também com técnicas portuguesas aprendidas no Andanças.

Porque a dança pertence ao terreiro, porque hoje em dia novas vivências voltaram a dar espaço nas nossas vidas a esses repertórios quase esquecidos, este projecto pretende criar condições para o encontro informal entre quem desde sempre conheceu tais danças e músicas e quem não pode estar mais desejoso por as começar a dançar e a tocar estes repertórios. Deste contacto espera-se uma renovação e um novo estimulo para os saberes, tanto de quem toca, como de quem dança. Em Portugal existem velhos e novos bailadores e tocadores de instrumentos tradicionais, possuidores de um vasto repertório de músicas tradicionais para dança, mas que, fora do contexto dos ranchos folclóricos, têm alguma dificuldade em arranjar enquadramento para esse saber. Aqui esses saberes poderão ganhar renovada vida. Pretende-se criar um espaço para a divulgação e salvaguarda do património tocado e dançado português, num contexto de desenvolvimento integrado de regiões deprimidas mas com elevado potencial de vida própria.

O EVENTO 

O evento consiste em três fases distintas. Numa primeira fase exploratória, são estabelecidos os contactos com os bailadores da região (mestres), de forma a criar-se um baile dedicado a um tema regional, com um grupo de pessoas constituído por músicos e um professor de dança. A segunda fase será de residência artística entre os artistas convidados e o grupo local, com a duração de 5 dias. A terceira fase prende-se com a criação de um evento aberto ao público, durante 2 dias, para apresentação pública do resultado da residência artística com um baile.

A 2ª edição de Armar o Baile, vai acontecer no Pinhal Novo (Palmela) e integrará a programação do FIG! O Baile dedicado à Cultura Caramela será apresentado no dia 3 de julho de 2021.

Apesar do devir dos tempos, existe cada vez mais um público interessado em conhecer os repertórios da nossa dança e música tradicionais. Bailadores e tocadores, muitos deles bastante jovens, insistem em não deixar desaparecer nem “museificar” as danças e músicas regionais. Armar o Baile é um espaço privilegiado de partilha de saberes e experiências, onde professores, animadores culturais, membros de grupos etnográficos e curiosos da dança e música em geral complementam a sua formação, trocam de saberes por excelência, criam elos entre as várias gerações de participantes e despertam a curiosidade do público em relação à nossa cultura tradicional/ popular.

BAILE CARAMELO

A 2ª edição do Armar o Baile tem inspiração na Cultura Caramela, ligada à população que vinha de outras regiões do país – especialmente das Beiras – e se fixava na zona mais rural do concelho de Palmela para trabalhar na agricultura.

A Residência Artística, que irá acontecer na semana que antecede a apresentação do baile, será assim o mote para a criação do Baile Caramelo, com a participação do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Pinhal Novo, Leónia Oliveira na dança, e Ana Pereira e David Rodrigues na música.

O resultado deste encontro de criação coletiva vai ser partilhado no dia 3 de julho, num baile aberto ao público, que integra, este ano, a programação do Festival Internacional de Gigantes (ver programa próprio).

DATAS E LOCAL

Residência Artística: 26 de junho a 2 de julho
Baile Aberto ao Público: 3 de julho (integra programação do FIG)
Local: Pinhal Novo, Palmela

EQUIPA ARTÍSTICA

Leónia de Oliveira | Dança

Leónia de Oliveira apaixonou-se pela música e danças de cariz tradicional europeu no verão do ano 2000, no decorrer do festival ANDANÇAS, tendo a partir desse momento apostado na sua formação na área da dança tradicional.
Tem desde então frequentado, acções de formação promovidas pela PédeXumbo, Chapitô e Tradballs , na área da Dança, com Isabelle Guerbigny (França), Margarida Moura (Portugal), Mercedes Prieto (Espanha), Mónica Savá (Itália), Olga Sandolowich (Macedónia), Hilde Vanhelelrijck ( Bélgica) , Lila Vestury e outros.
Desde 2007 que desenvolve aulas regulares de Danças Tradicionais para adultos, assim como Oficinas de Danças do Mundo para Crianças e Familias.
Faz parte da equipa de formadores das actividades de apoio à família, no ensino pré-escolar, na área de Movimento e Dança. Dinamizadora cultural na área da dança, nos concelhos de Palmela e Setúbal. Colabora com várias bandas de música tradicional, tais como A Batalha do Modesto Camelo Amarelo, Balsol, Karrossel , Zikhamu , Recanto e outras, como animadora e dinamizadora de baile.

Ana Pereira | Música

Ana Pereira nasceu em 1983 em Lisboa. Iniciou os seus estudos musicais em órgão aos 8 anos e em 2003 começou as aulas de Gaita-de-fole no grupo “Bardoada” com o professor Paulo Marinho (Sétima Legião, Gaiteiros de Lisboa).
Em 2007 termina a licenciatura em Contabilidade e Finanças pelo Instituto Politécnico de Setúbal e no mesmo ano muda-se para Vigo (Galiza) onde se especializa como Instrumentista em Violino Folk e Mestre em Gaita, pela Escola Municipal de Música Tradicional e Folk de Vigo, E-trad. Frequentou ao longo dos anos diversos cursos de especialidade em música Tradicional tanto em Portugal como na Galiza. Foi membro da Banda de Gaitas “Xarabal” e “Cans de Palleiro” (Galiza) e colaborou com diversos grupos de música tradicional galega e galaico-portuguesa (De Outra Margem, Arroutadas, Arandeiras, etc). Integrou a Orquestra Folk “Sondeseu” (Vigo) com a qual continua a colaborar como freelancer. Com esta mesma Orquestra gravou os álbuns: “Danzas Brancas” e “Beiralúa” e a música presente no Livro-CD “Galiza” de Kepa Junkera. Integrou a banda de gaitas “Orquestra de Foles” (Lisboa), o grupo “Gaiteiros da Bardoada” (Pinhal Novo) e colaborou com artistas de música tradicional como “Celina de Piedade” com quem gravou a música “Ceifeira”. Compôs e interpretou a música para o espetáculo de Dança Contemporânea “Xurxo” de Fran Martinez apresentado no Castelo de S. Jorge em Lisboa. Foi Directora Musical da Banda de Gaitas “Orquestra de Foles” e Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita de-Foles. É co-autora do primeiro Cancioneiro de Gaita-de-Fole publicado em Portugal, em 2018 pela APEDGF. Foi professora de Gaita-de-Fole no Colégio Maria Pia (Lisboa) e no grupo “Bardoada” (Pinhal Novo) e deu diversos cursos relacionados com o seu instrumento por todo o país. Tem, ao longo dos últimos anos, sido convidada como gaiteira solista por diversas Bandas Filarmónicas, assim como pela Orquestra Sinfónica da Extremadura (Espanha) sob a direcção do Maestro Nuno Côrte-Real. Actualmente colabora como gaiteira nos grupos “Trabucos”, “Orquestra Nova de Guitarras” e “Colectivo Foice”. Desde 2015 colabora activamente com diversos Círios da península de Setúbal, desenvolvendo um trabalho de preservação das tradições regionais ligadas à Gaita-de-Fole.

David Rodrigues | Música

David Rodrigues, nascido em Lisboa, começou cedo a dar os primeiros toques na guitarra com o seu pai, guitarrista e cantautor. Entre várias bandas de garagem, formou-se em psicologia e foi ao conhecer o festival Andanças em 2003 que mudou o seu rumo e interesse, apaixonando-se pelas músicas tradicionais e frequentando masterclasses de guitarra folk, viola campaniça e cavaquinho. Integra as bandas String Fling, Fulano Beltrano & Sicrano, Balsol, Baila’rir e toca com estes projectos nos principais festivais de folk em Portugal e Ilhas, assim como em Espanha, França, Bélgica, Holanda e ainda em Timor Leste através do Instituto Camões e a União Europeia. Toca a viola campaniça no projecto Cataventos, orientado para as músicas tradicionais portuguesas, onde gravou um EP em 2019, com músicas da Beira Baixa e de Trás-os-montes com arranjos originais. Recentemente foi convidado a gravar diversos temas do acordeonista Nuno Carpinteiro no disco “A Montanha” (2019) e para o seu novo disco que está em fase de gravações.

DATAS E LOCAL

Residência Artística: 26 de junho a 2 de julho
Baile Aberto ao Público: 3 de julho (integrado na programação do FIG)
Local: Pinhal Novo, Palmela

+ INFO

FIG | Festival Internacional de Gigantes

fig.cm-palmela.pt

 

Porque a dança pertence ao terreiro, porque hoje em dia novas vivências voltaram a dar espaço nas nossas vidas a esses repertórios quase esquecidos, este projecto pretende criar condições para o encontro informal entre quem desde sempre conheceu tais danças e músicas e quem não pode estar mais desejoso por as começar a dançar e a tocar estes repertórios.

Deste contacto espera-se uma renovação e um novo estimulo para os saberes, tanto de quem toca, como de quem dança. Em Portugal existem velhos e novos bailadores e tocadores de instrumentos tradicionais, possuidores de um vasto repertório de músicas tradicionais para dança, mas que, fora do contexto dos ranchos folclóricos, têm alguma dificuldade em arranjar enquadramento para esse saber. Aqui esses saberes poderão ganhar renovada vida.
Pretende-se criar um espaço para a divulgação e salvaguarda do património tocado e dançado português, num contexto de desenvolvimento integrado de regiões deprimidas mas com elevado potencial de vida própria.

Para um evento que terá a duração de 2 dias serão convidados tocadores e bailadores, portadores dos saberes de outrora, que orientarão oficinas de dança e liderarão o baile (a acontecer à noite), agindo como transmissores do nosso património cultural. 

As oficinas de canto, adufe  e dança serão dirigidas pelas Adufeiras da Casa do Povo do Paul e os músicos convidados. Estes momentos de partilha e formação têm como objetivo a transmissão de repertório trabalhado ao longo da residência artística que irá acontecer nos dias que antecedem o evento aberto ao publico.

O baile, resultado entre a residência artística com as Adufeiras e os músicos convidados, será o ponto alto da programação, como espaço privilegiado de apresentação do trabalho criado colectivamente e ainda pôr em prática o aprendido nas oficinas que decorrerão durante o dia.

DATAS E LOCAL
Residência Artística: 30 setembro a 4 outubro
Data Evento Aberto ao Público: 5 e 6 de outubro
Local: Paul

Residência Artística

A PédeXumbo vai estar na bonita vila serrana do Paul, Covilhã, de 30 de setembro a 4 de outubro de 2019 a dinamizar uma Residência Artística com as Adufeiras da Casa do Povo do Paul, Marta Guerreiro, dança (PédeXumbo), Juan de La Fuente, percussão (Ethno Portugal, Fado Violado), Tiago Candal concertina (Retalhos) e Teresa Campos, voz (Sopa de Pedra) que estarão em criação de um Baile com Adufe que será apresentado ao público, dia 5 de outubro pelas 22h00.

ARTISTAS EM RESIDÊNCIA

Teresa Campos (1988) canta, compõe e lidera projectos musicais creativos

Com uma licenciatura em Educação e um especial interesse em Educação pela Arte, concluíu com distinção o Mestrado em Música – Leadership Pathway – na Guildhall School of Music & Drama. Esteve envolvida em projectos educativos e de criação musical comunitária em Portugal, França, Reino Unido e Argentina, e está presentemente particularmente interessada no poder da música tradicional como ferramenta social e criativa.

É mentora do naipe das vozes no Ethno Portugal desde a sua primeira edição, em 2014, do Ethno England em 2016, 2017 e 2019, e do Ethno França e Ethnofonik em 2019; e participou e colaborou como vocalista em projectos de áreas musicais diversas, e como interprete em mais de uma dezena de discos de gente de quem gosta muito, entre os quais o João Berhan, o Júlio Pereira, a Amélia Muge e as Perotá Chingó. É co-fundadora do projecto Sopa de Pedra, um grupo vocal feminino, dedicado ao canto à cappella de canções de raiz tradicional, que lançou no ano passado o seu primeiro álbum – “Ao longe já se ouvia”. Tem a sorte de poder fazer o que gosta.

Juan de La Fuente, Percussão

Nascido em Madrid, 1982

Formado em percussão pela Escuela de Música Creativa de Madrid, foi-se especializando em música tradicional, interessado no potencial colectivo que esta sugere e facilita.

Liderou vários ensembles de percussão creativos e pedagógicos onde a diversidade de conhecimentos, culturas e percursos pudessem servir de estímulo à criação e partilha musicais (entre os quais Ethno Portugal, organizado em colaboração com a Associação PedeXumbo; e o Ensemble de Percussão Étnica que fundou no Porto, em 2017).

Como percussionista está presentemente envolvido em projectos que reflictam esta vontade de juntar mundos, entre os quais Fado Violado (uma viagem entre o Fado e o Flamenco) e Martina Quiere Bailar (composições originais fortemente influenciadas pela música tradicional da Europa Central e Ibérica, para baile folk).

Tiago Candal, Concertina

Marta Guerreiro, Dança 

COMO CHEGAR

A Vila do Paul encontra-se na região da Beira Interior de Portugal, na Cova da Beira (Beira Baixa). É uma freguesia do concelho da Covilhã e do distrito de Castelo Branco.

O Paul está a 40ºN de Latitude e a 7ºO de Longitude, a Sul da Serra da Estrela.

Coordenadas: 40.2007254,-7.6469035

Não existem transportes públicos diretos para o Paul, sendo que a Covilhã é a cidade mais próxima da vila a cerca de 23 quilómetros.

Comboios e Expressos para a Covilhã, mas não existe transporte regular desta cidade até ao Paul.

A forma mais cómoda será para os participantes se deslocarem em transporte próprio e, para esse efeito, criámos um Grupo de Boleias no Facebook.

ONDE FICAR ALOJADO:

Acantonamento gratuito no Pavilhão Gimnodesportivo da Escola 1º e 2º Ciclo do Paul

A PédeXumbo, em parceria com a junta de Freguesia do Paul, coordenou um local de acantonamento gratuito que fica disponível a partir da noite de 4 de outubro até à tarde de dia 6 de outubro. 

Será necessário levar colchão e saco de cama, assim como toalha.

Outros alojamentos na vila e nos arredores, sugestões aqui.

 

SOBRE O PAUL

 

O Paul é uma vila serrana pertencente ao concelho da Covilhã, situada na vertente sul da Serra da Estrela, nas margens da ribeira da Caia. O Armar o Baile é não só uma oportunidade de vir dançar, aprender a tocar e cantar danças com adufes, mas também para explorar uma região muito bonita do nosso país.

As terras da região são férteis e conferiram à vila o seu agradável aspecto rural, e ajudaram a fixar populações desde tempos remotos. De facto, é provável que por aqui tenham passado Fenícios, Gregos, Romanos e Árabes, que aqui terão deixado as suas influencias e importantes conhecimentos agrícolas.

Vale a pena conhecer as suas ruas estreitas e sinuosas, rodeadas por pequenas habitações em zonas agrícolas, com interessantes monumentos como a Igreja Matriz, com elementos Barrocos; a Capela do Espírito Santo; a Ponte do Paul; o interessante Museu Etnográfico, situado numa típica casa serrana, mostrando a riqueza patrimonial deste estilo de vida; o Cruzeiro da vila bem próximo do Chafariz da Praça; ou o mesmo as muitas heranças rurais de importante legado patrimonial, como Moinhos e Lagares, entre outros.

Destaca-se também o Santuário de Nossa Senhora das Dores, construído em 1954, após uma promessa feita por altura das Invasões Francesas, prometendo que se o Paul não sofresse qualquer dano uma ermida seria construída no Monte da Fonte Santa. 

A Casa Típica do Paul (Casa-Museu do Paúl), onde se localiza o secretariado do Armar o Baile, representa o símbolo vivo da arquitectura tradicional e o modus vivendi do espaço doméstico tradicional é em parte, um museu aberto a visitas e um lugar de exposição/venda de produtos tradicionais (mel, broa, etc.). Os moinhos e os fornos comunitários constituem um importante legado de instrumentos ligados a actividade da panificação e da moagem tradicional.

A localização de moinhos junto da ribeira Caia, alguns com casa de moleiro e com cinco a seis pedras de moagem, formam um belíssimo quadro da presença humana na rica paisagem natural existente na freguesia do Paul.

Há ainda também a Ponte do Paul que poderão visitar.

A região está dotada de diversos espaços verdes e naturais, que apelam à tranquilidade, como na bonita Ribeira de Caia, e no Vale do Paul, com bonitos poços para mergulhos refrescantes ou apenas para desfrutar uma bela paisagem à beira rio.

Informação retirada e adaptada das seguintes fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul

https://www.guiadacidade.pt/pt/poi-paul-17173

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Scroll to top