X
Menu
Subscrever newsletter:

Conversas com Dança

Associação PédeXumbo (Atualizado em: 12 Julho, 2019 )

Desde 2018 que a PédeXumbo promove uma conversa anual,  informal, sobre a dança em Portugal nos seus diferentes contextos, apostando em convidar um orador e um bailador tradicional, tendo como missão levar os ouvintes, em algum momento, a dançar. Estas conversas pretendem assim provocar pensamentos sobre a dança!

O ciclo Conversas com Dança visa proporcionar encontros entre pessoas com percursos diferentes na Dança, onde se convidam oradores e participantes a refletirem sobre a Dança em contextos geográficos diferentes, apostando no diálogo entre o tradicional e o contemporâneo.

Este é um projeto pensado a quatro anos – quatro conversas que convidam à dança –  o mote desta atividade que contará com diferentes oradores e bailadores.

Conversas com Dança
ed. 2 || Do Terreiro ao Palco – A relação da dança com o território e a criação

Ainda se dança de forma espontânea?
Como dançam os corpos de hoje as danças tradicionais?
Qual o processo de desconstrução da dança tradicional na criação contemporânea?

Com foco nas Valsas Mandadas convidamos todos a uma conversa sobre a sua prática tradicional, o processo de investigação, a criação artística e a interpretação.

Uma conversa moderada por Sophie Coquelin (etnomusicóloga) e a participação de Clara Andermatt (coreografa), Joana Lopes (bailarina) e Manuel Araújo (mandador de Valsas Mandadas)

Este é o segundo encontro de conversas inseridas no ciclo – “Conversas com Dança” – de intervenções e debates que contará com quatro edições ao longo dos próximos quatro anos. 

19 de Outubro de 2019
Circulo Eborense, Évora

Oradores:

Clara Andermatt

Nasceu em Lisboa em 1963. Considerada uma das pioneiras do movimento da nova dança portuguesa, a carreira de Clara Andermatt revelou, ao longo dos anos, uma identidade artística particularmente singular no panorama artístico nacional e internacional, e um percurso que, indubitavelmente, deixou a sua marca na história da dança contemporânea portuguesa. Estudou dança com a sua mãe, Luna Andermatt, e graduou-se pelo London Studio Centre e pela Royal Academy of Dance, em Londres. Foi bolseira do Jacob’s Pillow (Massachussets, 1988), do American Dance Festival (Durham, 1994) e do Bates Dance Festival (Maine, 2002). Integrou entre 1984-88 a Companhia de Dança de Lisboa (dirigida por Rui Horta), e entre 1989-91 a Companhia Metros, em Barcelona (companhia de autor de Ramón Oller). Com a sua Companhia, formada em 1991, cria e produz numerosas obras, distinguidas com prémios e regularmente apresentadas em Portugal e no estrangeiro. Em 1994 inicia uma forte relação com Cabo Verde, com a criação de vários projetos com intérpretes locais, ações de formação e colaborações com artistas de diferentes áreas, que culminaram numa série de residências, projetos e espetáculos. O seu percurso é marcado pela viagem, pelo encontro com outras culturas e outras linguagens artísticas, especialmente nas zonas de fronteira entre formatos e estilos, entre o corpo treinado e não treinado e o desejo de aproximação do outro, procurando sentir e perceber a singularidade de cada indivíduo.

Joana Lopes 


Bailarina e professora de dança, iniciou a sua formação artística na Academia de música Vilar
de Paraíso; em 2011 concluiu a Licenciatura em Dança pela ESD e em 2015 realizou o FAICC na Companhia Instável. Como intérprete trabalhou com Paulo Ribeiro, ​ Memórias de Pedra – Tempo Caído; ​ Luiz Antunes, Todos Alguém Qualquer Um Ninguém; Ana Renata Polónia, Yeborath ​ ; Ruben Marks, ​ Habeas Corpus e Clara Andermatt, ​ Fica no Singelo ​ ; co-criou ​ Corpos Museu com André Arújo e Clara Alvim e Agente com Oirana Moraes. Tem participado em diversos workshops de dança contemporânea, dança tradicional, butoh e clown, dos quais destaca o Passing Through Only Intensive na Sicilia com David Zambrano, Gaga Movement com Yaniv Avraham, Butoh com Yuko Kominami. Colabora com a Escola do Cardo Amarelo, onde leciona aulas de dança tradicional portuguesa.

Manuel Araújo

Habilitações académicas: Licenciatura em Educação Física e Desportos.

Iniciou a sua actividade profissional no ano lectivo de 1972/73 no Liceu Nacional Setúbal.

Nesse tempo, a Educação Física não se regia por currículos vindos do Ministério da Educação, mas por propostas apresentadas pelos delegados de grupo, aos então reitores dos respectivos liceus. Depois do 25 de Abril foi possível alguma autonomia, até que mais tarde, a Educação física passou a dispor também de currículos próprios, nos quais estava previsto  o ensino da Dança.

Mas foi após a introdução do Desporto Escolar, que foi possível aprofundar um pouco mais o ensino da Dança nas escola, através dos então Grupos-Equipa, sendo os mesmos mais baseados nos desportos colectivos devido à possibilidade de organizar quadros competitivos.

Mais tarde começaram a surgir alguns Grupos-Equipa de Folclore e foi aí que começou a sua experiência nesta área. Naturalmente, as danças que se ministravam nos Grupos atrás referidos, representavam as várias regiões do País.

Não conseguiu experimentar a introdução das Valsas Mandadas, pois apenas após se aposentar, conseguiu tempo disponível para as aprender.

Foi nessa ocasião de aprendizagem das Valsas Mandadas, que aconteceu o seu contacto com a Associação Pédexumbo, facto este que possibilitou a oportunidade de, apesar de já estar aposentado, partilhar a sua experiência, através das oficinas de Valsas Mandadas, nas edições do Andanças, a partir do ano de 2007.

Moderadora:

Sophie Coquellin

Licenciada em etnomusicologia e Mestre em “Ethnologie des arts vivants”, Sophie Coquelin investiga os processos de revitalização da dança de raiz tradicional em Portugal. Graças a uma bolsa de doutoramento obtida pela Reitoria da Universidade de Lisboa, iniciou em 2017 um doutoramento em Motricidade Humana, especialidade de Dança, na Faculdade de Motricidade Humana. Pretende aprofundar o entrosamento entre a antropologia e a arte, abordando a questão da multimodalidade na “dança mandada”.

Na interface entre o mundo académico e a sociedade civil, a sua experiência profissional decorreu na Associação PédeXumbo enquanto produtora cultural (2006-2013) e no centro de investigação INET-md polo FMH-ULisboa, com uma bolsa de investigação (2014-2017). Colaborou no projeto Terpsicore – base de dados de dança e artes performativas em Portugal, coordenada pelo Prof. Daniel Tércio.

Conversas com Dança
ed. 1 || Dança. Interioridade/Cidade

Será que o tradicional está apenas associado a vivências rurais?
Uma abordagem contemporânea da dança reflecte uma visão mais urbana?
O que é a dança tradicional dançada nos dias de hoje em contextos urbanos?

Subordinada ao tema “Dança: Interioridade/Cidade”, esta é a primeira conversa
de um ciclo denominado “Conversas com Dança”: um ciclo de intervenções e de-
bates que contará com cerca de quatro edições ao longo dos próximos quatro
anos, e que visa proporcionar encontros entre pessoas com percursos diferentes
em Dança.

Neste primeiro encontro convidam-se os oradores e os participantes a refletirem
sobre a Dança em contextos geográficos diferentes, apostando no diálogo entre o
tradicional e o contemporâneo.

Uma conversa moderada por Daniel Tércio (professor, investigador, autor) e a participação de Claudia Galhós (escritora e jornalista), Mercedes Prieto (professora, investigadora, bailarina) e Rui Horta (coreógrafo)

TRANSCRIÇÃO DA CONVERSA (PDF)

Oradores:

Claudia Galhós

Nasceu em Lisboa, em 1972. Escreve sobre artes performativas em geral e dança em particular para jornais desde 1994 e, desde 2005, para o semanário Expresso. Foi editora do magazine de cultura “AGORA” e “Palcos Agora” (2012/2015 na RTP2). É autora de livros de ficção e sobre dança/artes performativas, como “15 anos – O Espaço do Tempo” (2016, centro de residências artísticas de Montemor-o-Novo, de Rui Horta), “Pina Bausch – Sentir Mais” (2010, Don Quixote), “Corpo de Cordas – 10 anos de Companhia Paulo Ribeiro” (2006, Assírio & Alvim). Foi editora do livro “There is nothing beyond our imagination” (2015, publicação da rede europeia “Imagine 2020 – Art and Climate Change”, de 10 teatros europeus, liderada pelo Kaaitheater, Bruxelas). Foi editora do suplemento semanal «Artes de Palco», do programa «Magazine», da 2: da RTP (de 2004 a 2006) e consultora da coleção de livros «Dança e Pensamento» editada a partir de 2009 em Espanha, traduzida pera galego, castelhano e catalão, coordenada pelo Mercat de les Flors (Barcelona), o Centro Coreográfico Galego (Galiza) e a Universidade de Alcalá (Madrid). No âmbito desta, publicou em 2009 o ensaio «Unidades de sensação» na colectânea «Arquitecturas do olhar».

Mercedes Prieto

O seu gosto pela dança nasceu na sua infância nos bailes e festas da Galiza. Iniciou-se na dança tradicional no grupo folclórico da sua aldeia e continuou a sua formação com diferentes professores em festivais e cursos em diferentes países. No ano 2005 concluiu a licenciatura em Dança pela Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa, facto essencial para a sua atividade profissional.

É fundadora da “Associação PédeXumbo” asociação para a defensa e divulgación da música e dança tradicional com a qual continua a colaborar como professora e animadora de bailes.

Rui Horta

Nascido em Lisboa, Rui Horta começou a dançar aos 17 anos nos cursos de bailado do Ballet Gulbenkian, tendo posteriormente vivido vários anos em New York, cidade onde completou a sua formação e desenvolveu o seu percurso de intérprete e professor. Em 84 regressa a Lisboa onde continua a sua actividade pedagógica e artística, sendo um dos mais importantes impulsionadores de uma nova geração de bailarinos e coreógrafos portugueses. Durante os anos 90 viveu na Alemanha onde dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo o seu trabalho considerado uma referência da dança europeia e apresentado nos mais importantes teatros e festivais em todo o Mundo, tais como o Thêatre de la Ville em Paris que apresentou e co-produziu as suas obras ao longo de uma década. Em 2000 regressou a Portugal, tendo fundado em Montemor-o-Novo o Espaço do Tempo, um centro multidisciplinar de experimentação artística. Para além do  seu intenso trabalho de criador independente, Rui Horta criou, como artista convidado, um vasto repertório para companhias de renome tais como o Cullberg Ballet, o Ballet Gulbenkian, o Grand Ballet de l’Opera de Genéve, a Ópera de Marselha, o Netherlands Dance Theatre, a Ópera de Gotemburgo, Random Dance, etc. Ao longo da sua carreira recebeu importantes prémios e distinções tais como o Grand Prix de Bagnolet, o Deutsche Produzent Preiz, o Prémio Acarte, O Prémio Almada, o grau de Oficial da Ordem do Infante, o grau de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Letres, pelo Ministério da Cultura Francês. A sua criação coreográfica foi, recentemente, classificada como Herança da Dança Alemã. Nas artes performativas o seu trabalho de encenador estende-se o teatro, à ópera e à música experimental, sendo igualmente desenhador de luzes e investigador multimédia, universo que utiliza frequentemente nas suas obras.Nos últimos anos tem voltado a criar regularmente na Alemanha ( Mainz, Darmstadt, Stutgart). Actualmente está em digressão com um solo para si próprio, Vespa, após 30 anos de ausência dos palcos.

Moderador:

Daniel Tércio

Daniel Tércio é Professor Associado na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, onde leciona, ao nível da licenciatura e do mestrado, cursos de História da Dança, Estética, Movimento e expressão plástica, e novas tecnologias aplicadas à dança. Possui bacharelato em Filosofia (UL), licenciatura em Artes Plásticas (ESBAL), a componente curricular do mestrado em História da Arte (UNL) e Doutoramento em Dança (FMH). Actualmente Integra a direção do INET-MD e coordena o grupo de investigação sobre estudos da dança. Coordena também a especialidade de dança no programa doutoral em motricidade humana. É investigador responsável por projectos financiados através da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Para além de numerosos artigos publicados em Portugal e no estrangeiro, é autor de obras de ficção e tem participado em projectos performativos e de formação artística, numa perspectiva transdisciplinar. Enquanto crítico de dança, tem colaborado regularmente com a imprensa desde 2004.

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Scroll to top