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Entrudanças

Associação PédeXumbo (Atualizado em: 9 Novembro, 2018 )

O Festival

O Entrudanças é o Festival de Inverno e de Carnaval da PX que surgiu em 2000 para que o inverno fosse também um tempo de dançar e aprender. Com o pretexto da celebração do Entrudo, durante três dias aprendem-se danças do mundo e outros saberes ligados às tradições, à música, aos instrumentos, ao canto, às manualidades e se baila pela noite fora em bom espírito de folia carnavalesca. Évora foi durante quatro anos o palco do festival, que se repartia entre as muitas salas da SHE (Sociedade Recreativa Eborense), outros espaços culturais então existentes em Évora como a Casa Amater, e a Praça do Giraldo, onde terminava o desfile do último dia. Em 2004 o Entrudanças foi de corpo e alma para Entradas, vila do interior alentejano, no concelho de Castro Verde. O nome encaixou na perfeição e o festival, na sua nova localização no centro desertificado e preservado do Alentejo, continuou a atrair gentes de Portugal e da Europa a convergir a um espaço de encontro, onde, ano após ano, se estreitam laços através do trabalho que se vai desenvolvendo com a comunidade local, tocando gerações e atravessando o tempo. O Entrudanças é assim uma festa de muita alegria que junta às tradições do Entrudo a música e a dança, numa festa que é partilhada e vivida por todos.    

O Entrudanças 2020 já tem data marcada: de 21 a 23 de fevereiro. Em 2020 este festival PX dedicado às festividades do Entrudo, acontece em Entradas, no Concelho de Castro Verde, no Baixo Alentejo.

No ano de 2020 o tema será o Pão, e em breve teremos mais novidades sobre o trabalho que vamos desenvolver com a comunidade em volta desta temática.

Marcamos então encontro em fevereiro para mais uma edição desta festa de muita alegria que junta às tradições do Entrudo a música e a dança, numa celebração que é partilhada e vivida por todos.

Mais novidades em breve!

O Entrudanças é um Festival organizado pela PédeXumbo, Câmara Municipal de Castro Verde e Junta de Freguesia de Entradas.

O festival realiza-se com a colaboração e o apoio de diversas entidades:

Agrupamento de Escolas de Castro Verde
Associações de Cante do Concelho de Castro Verde
Cortiçol
Grupo Coral as Ceifeiras
Grupo Coral As Atabuas
LPN
Sociedade Desportiva e Recreativa Entradense
Sociedade Filarmónica 1º de Janeiro

Apoios:
União de Freguesias de Castro Verde e Casével
Rádio Castrense

Edições anteriores:
2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018

Mão na Massa

Mão na Massa é um projecto de artes visuais que será desenvolvido em 2020 inserido no projeto a desenvolver com a comunidade de Entradas e Castro Verde, no âmbito do Entrudanças, e que tem como tema o pão, o corpo e o barro. Este projeto pretende refletir valores históricos, sociais e culturais que estes três elementos representam para o Alentejo. Também procurará o diálogo entre a vertente tecnológica das artes – áudio e vídeo – e o património material e imaterial da região, como o fabrico do pão artesanal, a sabedoria popular, a oralidade, as lendas, entre outros aspetos relacionados com  o pão.

Atividades principais:

• Oficinas de artes visuais: realização de uma oficina por semana onde serão desenvolvidas capacidades ao nível da motricidade fina e da criatividade através da confecção de esculturas e de vídeos que utilizem o barro e o pão como matéria e tema principal.


• Exposição coletiva: Realização de uma exposição coletiva no Museu da Ruralidade de Castro Verde no âmbito do festival Entrudanças 2020, onde serão exibidos os trabalhos artísticos desenvolvidos pelos participantes e pelos artistas Eduardo Freitas e Inês T. Alves.

Objectivos:

• Estabelecer o diálogo entre a arte contemporânea e a comunidade de Castro Verde, numa perspectiva prática, lúdica e interdisciplinar.
• Desenvolver a criatividade por meio do cruzamento entre artes manuais e tecnológicas.
• Promover no espetador a reflexão crítica sobre o pão como elemento motivador do processo criativo.
• Utilizar a arte como meio para promover o convívio e trocas de experiências da comunidade de Castro Verde, integrando diferentes públicos e faixas etárias.
• Destacar a importância do Museu da Ruralidade e fomentar a visita por parte da comunidade local e também o público do festival.

Duração:

1 sessão semanal com cada grupo de trabalho (em horário a definir) ao longo de 5 semanas (13 de Janeiro a 22 de Fevereiro de 2020).

Biografias:

Eduardo Freitas nasceu a 2 de Maio de 1990, em Ponta Grossa, Paraná, Brasil. Em 2017 decidiu mudar-se de país na expectativa de encontrar novos estímulos e impulso criativo para a sua produção artística. Reside em Portugal desde então. Como artista investiga os conceitos relacionados à forma, matéria, hibridação das linguagens artísticas, corpo e a tradição.
Quanto à sua formação, licenciou-se em Escultura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Brasil (2012). Especializou-se em Poéticas Visuais, pela mesma instituição (2014). Em Portugal, cursou o mestrando em Práticas Artísticas em Artes Visuais, na Universidade de Évora (2019). Atualmente é doutorando no curso de Arte Contemporânea, na Universidade de Coimbra.
Em 2018 participou da residência artística no Departamento de Escultura em Pedra de Évora – Associação Pó de Vir a Ser. No mesmo ano, venceu o concurso para a residência artística “Tradição><Contemporâneo”, nas Oficinas do Convento, Montemor-o-Novo. Em 2019 desenvolveu a residência artística “Articulações”, no Centro Unesco para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, em Beja.
Entre os anos de 2004 e 2017, participou de diversas exposições e salões de arte, sendo premiado no 24º Salão de Arte de Praia Grande – SP; 45º Salão de Arte Luiz Sacilotto – SP; 48º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba – SP; 5º Salão Nacional de Cerâmica – PR; 3º Salão de Arte Contemporânea de Ponta Grossa – PR; 14º Salão Nacional de Arte de Jataí – GO; Prêmio 3º SESI Arte Contemporânea de Curitiba – PR, e Menção Honrosa no 4º Salão Nacional de Cerâmica – PR.
Em 2016 foi um dos artistas selecionados para a Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas, com exposição itinerante apresentada nas galerias da Caixa Cultural, localizadas em sete capitais do Brasil: Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Salvador e Recife.

Inês T. Alves  (Portugal, 1987) tem um mestrado em Narrativas Culturais pela Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Santiago de Compostela e Universidade de Bergamo. Tem ainda um segundo mestrado em Cinema Documental pela University of the Arts London (bolseira da F. C. Gulbenkian).
Inês é realizadora e editora de filmes, e produtora cultural. Tem experiência no desenvolvimento de oficinas de cinema para crianças e jovens, tendo colaborado com a associação “Os Filhos de Lumière” e com a Videoteca de Lisboa.
Os seus filmes têm sido exibidos em Festivais de Cinema Internacionais e Mostras como: INDIELISBOA; PORTO/POST/DOC; QUEER LISBOA; CAMINHOS DO CINEMA PORTUGUÊS; IN THE PALACE Short-Film Festival Sofia (Bulgaria); URBAN LENS IFF (Bangalore, India); FEST Espinho; FUSO – Festival Internacional de Video-Arte de Lisboa; Mostra Nacional de Jovens Criadores.
O seu mais recente documentário de curta-metragem No Ângulo das Ruas ganhou o prémio Cinema Novo no Porto/Post/Doc.

 

O Entrudanças acontece na vila de Entradas, em diferentes espaços e que são um convite a que explore e descubra a simpática vila de Entradas.

CENTRO RECREATIVO DE ENTRADAS, onde acontecem os bailes, as oficinas de dança e onde está localizado o secretariado, a bilheteira, o bar e a cantina.

TENDA 1, dentro do Centro Recreativo de Entradas, onde decorrem Oficinas de Dança

MUSEU DA RURALIDADE, é o local para concertos, oficinas, exposições,filmes e a  taberna onde canta e se provam petiscos da terra.

PRAÇA ZECA AFONSO, onde decorre muita animação de rua, Cante Alentejano, e há uma feirinha de artesanato.

ADEGA DAS CEIFEIRAS, espaço onde se pode comer, cantar e estar em grande convívio numa grande cozinha com fogo de chão.

BIBLIOTECA, é o local para apresentações, conversas, e é onde se localiza o espaço dedicado às crianças.

TABERNA DO PEDRO FEIO, local de convívio e animação, onde se pode comer e beber.

ESCOLA PRIMÁRIA, onde se realiza a oficina de gastronomia.

Informações Gerais

  • Os bilhetes para o Entrudanças são adquiridos no Centro Recreativo de Entradas, durante o evento.
  • Bilheteira abre a partir das 18h00 do dia 21 de fevereiro.

Bilhetes para Residentes do Concelho de Castro Verde
Passe completo: 14 euros
Bilhete 1 dia: 6 euros
Bilhete Noite: 5 euros
*Para usufruir deste desconto deverá apresentar um documento que comprove a sua residência, BI, carta de condução, cartão de eleitor.

Bilhetes regulares
Passe completo: 30 euros
Bilhete 1 dia: 15 euros
Bilhete Noite : 10 euros

As crianças até aos 12 anos (inclusive) não pagam bilhete.

Os Sócios PX têm um desconto de 25% no passe ou nos bilhetes diários.

Associações Parceiras têm desconto de 20% apenas no passe de três dias. As associações estão obrigadas a enviar previamente a listagem dos sócios e alunos propostos e estes deverão dirigir-se à bilheteira do festival com identificação.

O ALENTEJO É CONHECIDO PELA GASTRONOMIA. APROVEITE O ENTRUDANÇAS PARA SABOREAR OS SABORES LOCAIS.

No CENTRO RECREATIVO DE ENTRADAS há um refeitório onde são servidas refeições vegetarianas e não vegetarianas.

A ADEGA, espaço gerido pelo grupo Coral Feminino Ceifeiras de Entradas durante o Festival, serve refeições deliciosas e um pequeno almoço muito especial onde entre outros preparados, encontrarão fatias douradas, torradinhas e café da avó preparados à lareira.

A TABERNA DO MUSEU DA RURALIDADE tem um cardápio recheado com petiscos locais.

Há ainda muitos cafés e tasquinhas em Entradas que pode explorar ao rirmo de um baile ou de uma conversa animada, entre amigos, petiscos e um bom copo de vinho.

Acrescentam-se ainda as seguintes opções de restauração em Entradas:

Restaurante A Cavalariça
Rua do Paço, nº 14
7780 – 341 Entradas
Tel.: 286 915 491

Restaurante O Celeiro
Rua da Feira
7780 Entradas
Tel.: 286 915 200 / 966 287 687

 

 

 APROVEITE O ENTRUDANÇAS PARA USUFRUIR DE UMA ESTADIA DESCONTRAÍDA NO CORAÇÃO DO ALENTEJO.

Em Entradas
Acampamento gratuito em área coberta
Será providenciado um espaço em acampamento seco, que permitirá acampar em área coberta. Será necessário trazer todo o material de campismo: tenda, saco-cama, almofada, roupa e agasalhos quentes, que pode fazer frio em Entradas. Neste espaço não é permitido colocar as estacas das tendas. Haverá chuveiros com água quente e WC. Contiguamente a este espaço haverá também um espaço para campismo ao ar livre. Ao contrário de anos anteriores, este ano o Campo de Futebol não estará disponível para acampamento.

Casas em Entradas
Para mais informações e reservas, contactar Luís Gonçalves – 926 713 211.

Castro Verde
Parque de Campismo de Castro Verde
(possibilidade de acantonamento)
parque.campismo@cm-castroverde.pt

Outros alojamentos locais 

As coordenadas GPS de Entradas são N 37.77165° | W 7.98109°.

Mapa Google

Do Norte: Seguir A2 sul -> saída IP2 Castro Verde/Mértola -> passa por Castro Verde e segue em frente -> vira na primeira à direita para Entradas

Do Sul: Segue A2 norte -> saída IP2 Castro Verde/Mértola -> passa por Castro Verde e segue em frente -> vira na primeira à direita para Entradas

Aconselhamos todos os participantes a planearem a sua viagem e a optarem por formas mais sustentáveis para chegar ao Entrudanças.

Para quem vai viajar de carro, sugerimos a partilha de boleias, uma forma mais ecológica, económica e convivial de viajar! Existe um grupo no Facebook para o Entrudanças, para facilitar a partilha de boleias!

Para quem prefere os transportes públicos pode viajar com a Rede Expressos para Castro Verde.

De Castro Verde a Entradas (10 kms) há a opção de taxi, na Praça de Taxis (286 322191, entre 12 a 15€ – Castro Verde a Entradas).

Os horários desde Lisboa são os seguintes:

Lisboa – Castro Verde
07h00 (Exceto sábados, domingos e feriados)
11h45 (Diariamente)
14h00 (Sextas e domingos)
15h00 (Domingos)
18h00 (Exceto aos sábados)
22h00 (Domingos)

Castro Verde – Lisboa
08h25 (Exceto aos sábados)
10h15 (Diariamente)
13h15 (Exceto aos sábados)
18h45 (Exceto aos sábados)
19h25 (Sextas e domingos)

Para que o Entrudanças seja possível, todos os anos cerca de 16 voluntários ajudam com um contributo único. São 4 horas diárias de trabalho, que dão direito à entrada no Festival e a uma refeição por dia. As tarefas são várias e podem relacionar-se com bilheteira e informações, controlo de Entradas ou apoio à programação.

Os voluntários deverão ter disponibilidade entre as 16h30 do dia 21 de fevereiro e as 23h59 do dia 23 de fevereiro.

AS CANDIDATURAS PARA O VOLUNTARIADO AO ENTRUDANÇAS.2020 DECORRERAM DE  27 DE JANEIRO A 9 DE FEVEREIRO.

RESPOSTAS A TODOS OS CANDIDATOS ATÉ DIA  14 DE FEVEREIRO.

ÁREAS DE TRABALHO

Bilheteira e informações
Venda de bilhetes; Receber inscrições para as atividades que tenham limite de pessoas; Dar informações sobre o festival e serviços; Entregar convites; Venda de merchandising; Contabilidade das vendas.

Controle de Entradas
Ver se as pulseiras são válidas para o dia; Dar informações sobre o festival sempre que forem solicitadas; Não permitir a entrada de pessoas sem pulseiras.

Apoio à Programação
Dar apoio aos artistas das oficinas ao nível de material necessário e tudo o que pedirem; Dar informações sobre o festival e as oficinas; Assegurar que os artistas no palco e os monitores das oficinas têm águas; Encher os vários dispensadores de água; Manutenção dos camarins (instalação, aprovisionar em águas, frutas e barras de cereais, limpeza dos camarins, pôr os nomes dos grupos nas portas dos camarins); Assegurar que as oficinas, testes de som, concertos e bailes começam e acabam nos horários previstos.

Recolha seletiva
Manutenção dos lixos; Sensibilização para a separação de resíduos.

Na PédeXumbo acreditamos que a demonstração e partilha de melhores práticas ambientais, sociais e económicas contribui para o desenvolvimento de uma consciência e de uma cultura mais sustentáveis – Carta de Compromisso PX.

A escala de proximidade do Entrudanças é facilitadora da adesão dos participantes a melhores práticas para um consumo e modos de vida mais sustentáveis.

Redução de descartáveis
No Entrudanças procuramos reduzir o mais possível o uso de copos, pratos e talheres descartáveis, usando loiça reutilizável. Há canecas para cada participante poder usar durante o festival (evitando os copos de plástico descartados a cada utilização…). Obtenha a sua caneca no próprio festival, por empréstimo com caução. No final pode devolvê-la, reavendo o seu dinheiro. Ou traga a sua própria caneca de casa (capacidade até 20 cl, o material e a forma podem ser diversos).

Redução do desperdício de comida
No Entrudanças incentivamos a redução do desperdício alimentar através da dose certa, sensibilizando as pessoas para pedirem apenas a quantidade de comida que irão consumir, não a desperdiçando no prato.

Sugestões para uma mobilidade mais sustentável
A partilha de carro/boleia ou a deslocação em transportes colectivos tem inúmeras vantagens, além das económicas e ambientais (como a redução de emissões gasosas e de energia consumida), também as sociais, por exemplo ficamos com mais tempo e disponibilidade para os outros e para apreciar o que nos rodeia. No Entrudanças tentamos lembrar estas opções e que são sobretudo uma questão de consciência, de motivação e de planeamento antecipado.

Programação 2020

Mais informações em breve!

  

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Talego


Talego é um projeto de música popular que transporta consigo modas do cancioneiro tradicional alentejano. Formado por três músicos, Gabriel Costa, João Paulo e João Nunes, este grupo explora os temas através de instrumentos como a viola campaniça, a guitarra, a viola e o baixo, aos quais se juntam as suas vozes. Uma aposta numa nova abordagem ao cante tradicional alentejano.

Grupo Terra Branca


Arlindo Costa, líder do grupo Terra Branca, é um músico que tem o Alentejo na voz. As melodias da planície do Campo Branco saem-lhe da alma através do seu cante e da riqueza do seu timbre. Ao longo do seu vasto percurso, muitos foram os passos dados na música, quer como professor, quer como intérprete do cancioneiro tradicional do Alentejo, mas também como compositor de temas como “Terra Branca” que dá nome a um dos seus discos. Foi também fundador do projeto musical Canto Chão. Em Entradas vamos poder escutar modas alentejanas com arranjos que se revestem de outras influências musicais.

Trigo Roxo


O projeto conta já com 3 trabalhos discográficos, sendo eles “Se fores um dia a Serpa” de 2005, “Café Chique” de 2009 e “Vai haver Chinfrim” de 2017. Durante o ano 2019 o Trigo Roxo planeia trabalhar um novo disco que contará com algumas surpresas. Este grupo tem 8 elementos e combina na perfeição o trabalho de vozes com 2 violas, um cavaquinho com ritmos e solos bastante elaborados, bem como com a percussão, juntamente com um trabalho de viola baixo marcante e a harmonia de um acordeão que salta à vista e dá a mostrar que é um instrumento que tem muito para dar.

Campos do Alentejo

O grupo coral e instrumental “Campos do Alentejo” tem como objetivos a criação, preservação e divulgação da música tradicional do Alentejo. Formado em 1983 e atualmente composto por 13 elementos, todos eles do concelho de Alvito, o grupo já gravou os álbuns “Pombinha”, “Vila Branca”, “Alvito”, “Horizontes”, “Memórias” e “Todo o Alentejo”. Em todos estes registos há modas originais e naturalmente temas populares.

Grupo Primeira Forma e Grupo de Concertinas Águias Vermelhas

A música popular vai andar pelas ruas, cafés, restaurantes e outros espaços de Entradas. O Grupo Primeira Forma anima ainda a visita à Herdade das Fontes Bárbaras. Há 5 anos que tocam percorrendo diferentes lugares do país. Composto por sete elementos do Minho e Trás-os-Montes, mas residentes no Seixal, a sua intervenção é feita com base na música Popular portuguesa. A animação musical de rua é também feita pelo grupo de concertinas Águias Vermelhas, de Charneca da Caparica.

Banda da Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro

A Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro conjuntamente com o INATEL e a Câmara Municipal de Castro Verde criaram uma Escola de Música que deu origem à atual Banda. Depois de 35 anos de interregno a Banda saiu novamente à rua em março de 1983. Desde então têm dado passos firmes na sua longa carreira e é notória a sua qualidade artística. Têm atuado em diversos festivais e iniciativas e em 2007 gravaram um trabalho discográfico.  Atualmente a banda é dirigida pelo maestro Luís Afonso.

O Cante no Entrudanças

O cante Alentejano, sendo tradição forte desta terra, marca presença no festival. A praça Zeca Afonso, o Museu da Ruralidade ou a Biblioteca Municipal são alguns dos espaços onde podem ser escutados os grupos corais convidados. Mas em Entradas há também, certamente, cante informal a acontecer à roda de uma mesa, de um petisco, de um copo de vinho. Deixe-se encantar por estas melodias do Alentejo e aprenda também umas modinhas nas oficinas de cante que serão aqui dinamizadas.

Mais informações em breve!

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Arquivo de outras edições

Lucerna…a alumiar o Entrudo

São mais de vinte mil as pequenas Lucernas que voltaram a ver a luz do dia, depois de terem sido descobertas em Santa Bárbara de Padrões, concelho de Castro Verde. Do que se sabe da História, ali teriam sido depositadas, num local de culto, um santuário talvez, relatando mais de trezentos anos de uso, entre os séculos I e III, quando Portugal – que ainda não o era –, se regia pelas leis que sopravam de Roma.

E há mais que nos contam estes pequenos objetos silenciosos, depois dos estudiosos se dedicarem a ouvir-lhes a História. De que vêm de muitos sítios. De que o material do qual são feitos atesta às muitas, ou poucas posses de quem ali os deixou. De que as cenas neles inscritas nos transportam numa viagem entre a mitologia e a vida quotidiana. De que as diferentes matérias usadas para a combustão nos falam do tempo em que se usava o azeite, a cera de abelha e diferentes resinas como fonte de luz.

Em 2019 o Entrudanças decorre de 1 a 3 de março, evocando a Lucerna, numa homenagem à luz e à história da região. Celebremos a noite que se faz dia. O pavio e o Sol, cujas chamas se transformam em luz. A claridade e a sombra, que em compasso marcam o tempo dos seres vivos. Sintamos assim a festa do Entrudo como a festa da luz e o pretexto para percorrer a sua simbologia, na marcação dos dias frios e escuros do inverno, que em breve darão espaço aos dias luminosos da primavera a caminho do verão. A Lucerna como lamparina mágica, dos desejos e sonhos que se tem para o futuro. A candeia, feita de barro, iluminada pelo azeite, frutos da terra, intrinsecamente ligados ao Alentejo e à mestria humana.

Aproveitemos estes três dias de festival para viver o Entrudo na planície alentejana com programação diversa onde a dança, a música, o cante e a gastronomia são o mote. Celebremos esta festa no seio de uma comunidade, que há muito recebe de braços abertos quem a visita para mais um Entrudanças. Aceitemos também o convite para visitar os espaços museológicos como o Museu da Lucerna em Castro Verde, único no mundo, ou o Museu da Ruralidade, em Entradas, redescobrindo as searas onduladas ao ritmo dos nossos pés e sentidos.

A programação é extensa, e permite que se explorem as diferentes propostas artísticas nacionais e internacionais, que transformam o festival num espaço aberto de diálogo intercultural. Celebremos assim o nosso passado e os objetos que a ele nos ligam, e sigamos a luz da Lucerna, que este ano vai alumiar Entradas e guiar-nos rumo a um Entrudo muito bem passado!

Programa sujeito a alterações.

Versão PDF

Trabalho com a Comunidade

No Entrudanças há uma importante componente dedicada à comunidade local. Nas semanas que antecedem o Entrudanças, desenvolve-se um trabalho artístico-comunitário com a população local, que reforça o seu sentimento de pertença ao projeto e posteriormente se revela na hospitalidade com que os participantes são recebidos.

Em 2019 o projeto desenvolvido com a comunidade foi inspirado no tema “Lucerna

“Viajaremos anos-luz, daremos a volta ao universo, a partir destes mesmos olhos, até chegarmos dentro do nosso peito”
Ângela Rocha

A partir do tema Lucerna, a Luz tornou-se guia para o desenvolvimento do projeto de criação artística com a comunidade de Entradas e Castro Verde.

Ao longo de seis semanas foram exploradas plasticamente diferentes facetas da Luz. Começou-se pelo Sol, como deus e fonte de vida, guia do tempo: construiu-se um relógio de sol, formando um ciclo de luz, desde o nascimento do sol até à noite. Observou-se o mundo através das cores favoritas dos participantes, descobrindo-se o Sol da música, os bichos fotoluminescentes e a luz negra, o arco-íris, as auroras boreais. Escreveu-se com luz e foram desvendadas as mensagens da tinta invisível, viram-se os relâmpagos e as estrelas cadentes, e tanto mais.

Para que esta viagem se torne realmente luminosa, será partilhada com todos. Assim, durante o desfile, a luz será celebrada, tentando expandi-la em reflexos nas paredes, acompanhada por ritmos e letra dos participantes, culminando na apresentação final de uma história luminosa que foi construída página a página ao longo das semanas e que será apresentada pelos próprios alunos.

Este projeto foi dinamizado por Ângela Rocha nas artes plásticas e por Miguel Fevereiro nas artes musicais, com o apoio da equipa PédeXumbo e com a brava participação da Associação ART, da Escola primária de Entradas – pré-primária e 1º ciclo, da turma do 2ºB do Centro Escolar nº2 de Castro Verde, do Lar Frei Manoel das Entradas e comunidade de Entradas.

Vídeo do projeto iLUZão

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