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Entrudanças

Associação PédeXumbo (Atualizado em: 9 Novembro, 2018 )

A recordar o Entrudanças 2020...

Fotografia de Jorge Oliveira

"Mão na Massa", projeto com a Comunidade

O Festival

O Entrudanças é o Festival de Inverno e de Carnaval da PX que surgiu em 2000 para que o inverno fosse também um tempo de dançar e aprender. Com o pretexto da celebração do Entrudo, durante três dias aprendem-se danças do mundo e outros saberes ligados às tradições, à música, aos instrumentos, ao canto, às manualidades e se baila pela noite fora em bom espírito de folia carnavalesca.

Évora foi durante quatro anos o palco do festival, que se repartia entre as muitas salas da SHE (Sociedade Recreativa Eborense), outros espaços culturais então existentes em Évora como a Casa Amater, e a Praça do Giraldo, onde terminava o desfile do último dia.

Em 2004 o Entrudanças foi de corpo e alma para Entradas, vila do interior alentejano, no concelho de Castro Verde. O nome encaixou na perfeição e o festival, na sua nova localização no centro desertificado e preservado do Alentejo, continuou a atrair gentes de Portugal e da Europa a convergir a um espaço de encontro, onde, ano após ano, se estreitam laços através do trabalho que se vai desenvolvendo com a comunidade local, tocando gerações e atravessando o tempo.

O Entrudanças é assim uma festa de muita alegria que junta às tradições do Entrudo a música e a dança, numa festa que é partilhada e vivida por todos.

Pão nosso que vens da terra

Em 2020 o Entrudanças celebra o pão. Nesta terra branca onde cai a semente do trigo, em que o horizonte é feito de céu, celebramos o fruto maior dos campos, das searas ondulantes e douradas. Homenageamos o grão acabado de colher, a branca farinha que corre da mó, as mãos na massa, o crepitar do pão estaladiço acabado de cozer, revivemos e partilhamos o calor e o conforto das sopas de pão, migando o tempo entre um copo de vinho e sorrisos à volta da mesa.

O Entrudanças dá vivas ao pão! O pão que nos define, que nos cria, forma e alimenta a alma de de campo.

O pão é o mote para a descoberta da paisagem, da natureza e da cultura. Música, dança, oficinas, bailes, workshops, projectos comunitários, exposições, concertos, cante, vinho e gastronomia… são estes os ingredientes de mais um Entrudanças.

Três dias a percorrer em passos de dança o mundo todo em Entradas!

Entre os dias 21 e 23 de fevereiro, juntamo-nos mais uma vez para dançar neste entrudo de artes, tradições e de encontros, desfilando pela ruas da Vila de Entradas um Carnaval quente de afectos e de festa.

David Marques
Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Castro Verde

Mais novidades em breve!

O Entrudanças é um Festival organizado pela PédeXumbo, Câmara Municipal de Castro Verde e Junta de Freguesia de Entradas.

O festival realiza-se com a colaboração e o apoio de diversas entidades:

Agrupamento de Escolas de Castro Verde
Associações de Cante do Concelho de Castro Verde
Cortiçol
Grupo Coral as Ceifeiras
Grupo Coral As Atabuas
LPN
Sociedade Desportiva e Recreativa Entradense
Sociedade Filarmónica 1º de Janeiro

Apoios:
União de Freguesias de Castro Verde e Casével
Rádio Castrense

Edições anteriores:
2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018

Mão na Massa

Mão na Massa é um projecto de artes visuais desenvolvido com a comunidade de Entradas e Castro Verde, no âmbito do Entrudanças 2020, e que tem como tema o pão, o corpo e o barro. Este projeto reflete valores históricos, sociais e culturais que estes três elementos representam para o Alentejo, criando um diálogo entre a vertente tecnológica das artes – áudio e vídeo – e o património material e imaterial da região, como o fabrico do pão artesanal, a sabedoria popular, a oralidade, as lendas, entre outros aspetos relacionados com o pão.

Ao longo de cinco semanas o escultor Eduardo Freitas e a realizadora Inês T. Alves, com o apoio da equipa da PédeXumbo, dinamizaram sessões de trabalho junto da comunidade do concelho de Castro Verde, das quais resultou uma exposição no Museu da Ruralidade, que convidamos todos a visitar neste Entrudanças.

Mão na Massa contou com a participação da EB1 e JI de Entradas, Centro Escolar No2, ART- Associação de Respostas Terapêuticas; EB e JI de Santa Bárbara de Padrões. JI Lar Jacinto Faleiro. Lar Frei Manoel das Entradas, Comunidade local de Entradas e Castro Verde.

Atividades principais:

• Oficinas de artes visuais: realização de uma oficina por semana onde serão desenvolvidas capacidades ao nível da motricidade fina e da criatividade através da confecção de esculturas e de vídeos que utilizem o barro e o pão como matéria e tema principal.

• Exposição coletiva: Realização de uma exposição coletiva no Museu da Ruralidade de Castro Verde no âmbito do festival Entrudanças 2020, onde serão exibidos os trabalhos artísticos desenvolvidos pelos participantes e pelos artistas Eduardo Freitas e Inês T. Alves.

Objectivos:

• Estabelecer o diálogo entre a arte contemporânea e a comunidade de Castro Verde, numa perspectiva prática, lúdica e interdisciplinar.
• Desenvolver a criatividade por meio do cruzamento entre artes manuais e tecnológicas.
• Promover no espetador a reflexão crítica sobre o pão como elemento motivador do processo criativo.
• Utilizar a arte como meio para promover o convívio e trocas de experiências da comunidade de Castro Verde, integrando diferentes públicos e faixas etárias.
• Destacar a importância do Museu da Ruralidade e fomentar a visita por parte da comunidade local e também o público do festival.

Duração:

1 sessão semanal com cada grupo de trabalho (em horário a definir) ao longo de 5 semanas (13 de Janeiro a 22 de Fevereiro de 2020).

Biografias:

Eduardo Freitas nasceu a 2 de Maio de 1990, em Ponta Grossa, Paraná, Brasil. Em 2017 decidiu mudar-se de país na expectativa de encontrar novos estímulos e impulso criativo para a sua produção artística. Reside em Portugal desde então. Como artista investiga os conceitos relacionados à forma, matéria, hibridação das linguagens artísticas, corpo e a tradição.
Quanto à sua formação, licenciou-se em Escultura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Brasil (2012). Especializou-se em Poéticas Visuais, pela mesma instituição (2014). Em Portugal, cursou o mestrando em Práticas Artísticas em Artes Visuais, na Universidade de Évora (2019). Atualmente é doutorando no curso de Arte Contemporânea, na Universidade de Coimbra.
Em 2018 participou da residência artística no Departamento de Escultura em Pedra de Évora – Associação Pó de Vir a Ser. No mesmo ano, venceu o concurso para a residência artística “Tradição><Contemporâneo”, nas Oficinas do Convento, Montemor-o-Novo. Em 2019 desenvolveu a residência artística “Articulações”, no Centro Unesco para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, em Beja.
Entre os anos de 2004 e 2017, participou de diversas exposições e salões de arte, sendo premiado no 24º Salão de Arte de Praia Grande – SP; 45º Salão de Arte Luiz Sacilotto – SP; 48º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba – SP; 5º Salão Nacional de Cerâmica – PR; 3º Salão de Arte Contemporânea de Ponta Grossa – PR; 14º Salão Nacional de Arte de Jataí – GO; Prêmio 3º SESI Arte Contemporânea de Curitiba – PR, e Menção Honrosa no 4º Salão Nacional de Cerâmica – PR.
Em 2016 foi um dos artistas selecionados para a Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas, com exposição itinerante apresentada nas galerias da Caixa Cultural, localizadas em sete capitais do Brasil: Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Salvador e Recife.

Inês T. Alves  (Portugal, 1987) tem um mestrado em Narrativas Culturais pela Universidade Nova de Lisboa, Universidade de Santiago de Compostela e Universidade de Bergamo. Tem ainda um segundo mestrado em Cinema Documental pela University of the Arts London (bolseira da F. C. Gulbenkian).
Inês é realizadora e editora de filmes, e produtora cultural. Tem experiência no desenvolvimento de oficinas de cinema para crianças e jovens, tendo colaborado com a associação “Os Filhos de Lumière” e com a Videoteca de Lisboa.
Os seus filmes têm sido exibidos em Festivais de Cinema Internacionais e Mostras como: INDIELISBOA; PORTO/POST/DOC; QUEER LISBOA; CAMINHOS DO CINEMA PORTUGUÊS; IN THE PALACE Short-Film Festival Sofia (Bulgaria); URBAN LENS IFF (Bangalore, India); FEST Espinho; FUSO – Festival Internacional de Video-Arte de Lisboa; Mostra Nacional de Jovens Criadores.
O seu mais recente documentário de curta-metragem No Ângulo das Ruas ganhou o prémio Cinema Novo no Porto/Post/Doc.

 

O Entrudanças acontece na vila de Entradas, em diferentes espaços e que são um convite a que explore e descubra a simpática vila de Entradas.

CENTRO RECREATIVO DE ENTRADAS, onde acontecem os bailes, as oficinas de dança e onde está localizado o secretariado, a bilheteira, o bar e a cantina.

TENDA 1, dentro do Centro Recreativo de Entradas, onde decorrem Oficinas de Dança

MUSEU DA RURALIDADE, é o local para concertos, oficinas, exposições,filmes e a  taberna onde canta e se provam petiscos da terra.

PRAÇA ZECA AFONSO, onde decorre muita animação de rua, Cante Alentejano, e há uma feirinha de artesanato.

ADEGA DAS CEIFEIRAS, espaço onde se pode comer, cantar e estar em grande convívio numa grande cozinha com fogo de chão.

BIBLIOTECA, é o local para apresentações, conversas, e é onde se localiza o espaço dedicado às crianças.

TABERNA DO PEDRO FEIO, local de convívio e animação, onde se pode comer e beber.

ESCOLA PRIMÁRIA, onde se realiza a oficina de gastronomia.

Informações Gerais

  • Os bilhetes para o Entrudanças são adquiridos no Centro Recreativo de Entradas, durante o evento.
  • Bilheteira abre a partir das 18h00 do dia 21 de fevereiro.

Bilhetes para Residentes do Concelho de Castro Verde
Passe completo: 14 euros
Bilhete 1 dia: 6 euros
Bilhete Noite: 5 euros
*Para usufruir deste desconto deverá apresentar um documento que comprove a sua residência, BI, carta de condução, cartão de eleitor.

Bilhetes regulares
Passe completo: 30 euros
Bilhete 1 dia: 15 euros
Bilhete Noite : 10 euros

As crianças até aos 12 anos (inclusive) não pagam bilhete.

Os Sócios PX têm um desconto de 25% no passe ou nos bilhetes diários.

Associações Parceiras têm desconto de 20% apenas no passe de três dias. As associações estão obrigadas a enviar previamente a listagem dos sócios e alunos propostos e estes deverão dirigir-se à bilheteira do festival com identificação.

O ALENTEJO É CONHECIDO PELA GASTRONOMIA. APROVEITE O ENTRUDANÇAS PARA SABOREAR OS SABORES LOCAIS.

No CENTRO RECREATIVO DE ENTRADAS há um refeitório onde são servidas refeições vegetarianas e não vegetarianas.

A ADEGA, espaço gerido pelo grupo Coral Feminino Ceifeiras de Entradas durante o Festival, serve refeições deliciosas e um pequeno almoço muito especial onde entre outros preparados, encontrarão fatias douradas, torradinhas e café da avó preparados à lareira.

A TABERNA DO MUSEU DA RURALIDADE tem um cardápio recheado com petiscos locais.

Há ainda muitos cafés e tasquinhas em Entradas que pode explorar ao rirmo de um baile ou de uma conversa animada, entre amigos, petiscos e um bom copo de vinho.

Acrescentam-se ainda as seguintes opções de restauração em Entradas:

Restaurante A Cavalariça
Rua do Paço, nº 14
7780 – 341 Entradas
Tel.: 286 915 491

Restaurante O Celeiro
Rua da Feira
7780 Entradas
Tel.: 286 915 200 / 966 287 687

 

 

 APROVEITE O ENTRUDANÇAS PARA USUFRUIR DE UMA ESTADIA DESCONTRAÍDA NO CORAÇÃO DO ALENTEJO.

Em Entradas

Acampamento gratuito em área coberta a partir das 18h00 – informações na bilheteira
Será providenciado um espaço em acampamento seco, mas devido ao espaço reduzido em 2020 não serão autorizadas tendas dentro do espaço de acantonamento. Não há reservas e  espaço será ocupado por ordem de chegada.

Aconselhamos que tragam todo o material de campismo: tenda, saco-cama, almofada, pois haverá espaço no exterior para acampamento. 

Aconselhamos que tragam roupa e agasalhos quentes, que pode fazer frio em Entradas.

Haverá chuveiros com água quente e WC. Contiguamente a este espaço haverá também um espaço para campismo ao ar livre.

Ao contrário de anos anteriores, este ano o Campo de Futebol não estará disponível para acampamento.

Casas em Entradas
Para mais informações e reservas, contactar Luís Gonçalves – 926 713 211.

Castro Verde
Parque de Campismo de Castro Verde
(possibilidade de acantonamento)
parque.campismo@cm-castroverde.pt

Outros alojamentos locais 

COM A REDE EXPRESSOS

O Entrudanças junta-se à Rede Expressos para oferecer ao seu público um desconto de 25% em todas as viagens para Castro Verde que forem adquiridas online no período de 20 a 24 de fevereiro.

Para efetuarem a compra dos vossos bilhetes com desconto basta acederem ao site da Rede Expressos e inserirem o código de desconto  Entrudancas2020! 

 

De Castro Verde a Entradas são cerca de 10 quilómetros. Há a opção de taxi, na Praça de Taxis (286 322191, entre 12 a 15€ – Castro Verde a Entradas).

Os horários desde Lisboa são os seguintes:

Lisboa – Castro Verde
07h00 (Exceto sábados, domingos e feriados)
11h45 (Diariamente)
14h00 (Sextas e domingos)
15h00 (Domingos)
18h00 (Exceto aos sábados)
22h00 (Domingos)

Castro Verde – Lisboa
08h25 (Exceto aos sábados)
10h15 (Diariamente)
13h15 (Exceto aos sábados)
18h45 (Exceto aos sábados)
19h25 (Sextas e domingos)

DE CARRO OU TRANSPORTE PRÓPRIO

Do Norte: Seguir A2 sul -> saída IP2 Castro Verde/Mértola -> passa por Castro Verde e segue em frente -> vira na primeira à direita para Entradas

Do Sul: Segue A2 norte -> saída IP2 Castro Verde/Mértola -> passa por Castro Verde e segue em frente -> vira na primeira à direita para Entradas

As coordenadas GPS de Entradas são N 37.77165° | W 7.98109°.

Mapa Google

Aconselhamos todos os participantes a planearem a sua viagem e a optarem por formas mais sustentáveis para chegar ao Entrudanças.

Para quem vai viajar de carro, sugerimos a partilha de boleias, uma forma mais ecológica, económica e convivial de viajar! 

 

 

Para que o Entrudanças seja possível, todos os anos cerca de 16 voluntários ajudam com um contributo único. São 4 horas diárias de trabalho, que dão direito à entrada no Festival e a uma refeição por dia. As tarefas são várias e podem relacionar-se com bilheteira e informações, controlo de Entradas ou apoio à programação.

Os voluntários deverão ter disponibilidade entre as 16h30 do dia 21 de fevereiro e as 23h59 do dia 23 de fevereiro.

AS CANDIDATURAS PARA O VOLUNTARIADO AO ENTRUDANÇAS.2020 DECORRERAM DE  27 DE JANEIRO A 9 DE FEVEREIRO.

RESPOSTAS A TODOS OS CANDIDATOS ATÉ DIA  14 DE FEVEREIRO.

ÁREAS DE TRABALHO

Bilheteira e informações
Venda de bilhetes; Receber inscrições para as atividades que tenham limite de pessoas; Dar informações sobre o festival e serviços; Entregar convites; Venda de merchandising; Contabilidade das vendas.

Controle de Entradas
Ver se as pulseiras são válidas para o dia; Dar informações sobre o festival sempre que forem solicitadas; Não permitir a entrada de pessoas sem pulseiras.

Apoio à Programação
Dar apoio aos artistas das oficinas ao nível de material necessário e tudo o que pedirem; Dar informações sobre o festival e as oficinas; Assegurar que os artistas no palco e os monitores das oficinas têm águas; Encher os vários dispensadores de água; Manutenção dos camarins (instalação, aprovisionar em águas, frutas e barras de cereais, limpeza dos camarins, pôr os nomes dos grupos nas portas dos camarins); Assegurar que as oficinas, testes de som, concertos e bailes começam e acabam nos horários previstos.

Recolha seletiva
Manutenção dos lixos; Sensibilização para a separação de resíduos.

Na PédeXumbo acreditamos que a demonstração e partilha de melhores práticas ambientais, sociais e económicas contribui para o desenvolvimento de uma consciência e de uma cultura mais sustentáveis – Carta de Compromisso PX.

A escala de proximidade do Entrudanças é facilitadora da adesão dos participantes a melhores práticas para um consumo e modos de vida mais sustentáveis.

Redução de descartáveis
No Entrudanças procuramos reduzir o mais possível o uso de copos, pratos e talheres descartáveis, usando loiça reutilizável. Há canecas para cada participante poder usar durante o festival (evitando os copos de plástico descartados a cada utilização…). Obtenha a sua caneca no próprio festival, por empréstimo com caução. No final pode devolvê-la, reavendo o seu dinheiro. Ou traga a sua própria caneca de casa (capacidade até 20 cl, o material e a forma podem ser diversos).

Redução do desperdício de comida
No Entrudanças incentivamos a redução do desperdício alimentar através da dose certa, sensibilizando as pessoas para pedirem apenas a quantidade de comida que irão consumir, não a desperdiçando no prato.

Sugestões para uma mobilidade mais sustentável
A partilha de carro/boleia ou a deslocação em transportes colectivos tem inúmeras vantagens, além das económicas e ambientais (como a redução de emissões gasosas e de energia consumida), também as sociais, por exemplo ficamos com mais tempo e disponibilidade para os outros e para apreciar o que nos rodeia. No Entrudanças tentamos lembrar estas opções e que são sobretudo uma questão de consciência, de motivação e de planeamento antecipado.

Programação 2020

ENTRUDANÇAS 2020

SEXTA-FEIRA, 21 FEVEREIRO

18h00 – 20h00 Abertura do Entrudanças
Abertura da Feira de Artesanato – Praça Zeca Afonso
Animação de Rua com Pele e Fole– Ruas de Entradas
Cante alentejano com As Ceifeiras de Entradas – Museu da Ruralidade

19h00 – 20h30 Oficina Danças Tradicionais do Mundo com Leónia de Oliveira – Salão CRE
21h00 – 22h00 Concerto com Talego – Praça Zeca Afonso
22h00 – 23h30 Baile com BalSol (PT) – Salão CRE
00h00 – 01h30 Baile com Filippo Gambetta & Carmelo Russo (IT) – Salão CRE

SÁBADO, 22 de FEVEREIRO

10h00 – 12h00 Visita à Herdade das Fontes Bárbaras – Animação Musical com Oh Laurinda *
10h30 – 11h30 Atividade de Sensibilização Ambiental com LPN – Biblioteca
11h00 – 12h30 Oficina de Fandango do Ribatejo com Flávio Bolieiro – Salão CRE
11h30 – 12h30 Oficina “Vamos Fazer Pão”** – Escola Primária
13h30 – 14h30 Animação Musical com o grupo Oh Laurinda – Sociedade Entradense, Restaurantes A Cavalariça e o Celeiro, Taberna do Museu
14h30 – 16h00 Projeto comunitário “Mão Na Massa” com direcção artística e dinamização de Eduardo Freitas e Inês T. Alves com a participação de EB1 e JI de Entradas, Centro Escolar Nº2, ART- Associação de Respostas Terapêuticas; EB e JI de Santa Bárbara de Padrões. JI Lar Jacinto Faleiro. Lar Frei Manoel das Entradas. Comunidade local de Entradas e Castro Verde.
Desfile de Carnaval. Abertura de Exposição – Museu da Ruralidade
16h00 – 17h30 Oficina de Danças de Porto de Mós: Do Passe Catre ao Fadinho com Marisa Barroso (Projecto Aire) – Salão CRE
Oficina Valsas há muitas com Leónia de Oliveira– Tenda CRE
16h00 – 18h00 Cantes na Praça – Praça Zeca Afonso
Grupo Coral Moços da Aldêa da Cabeça Gorda
Ronda Tamborileira
Grupo Nova Aurora
17h00 – 18h30 Oficina de Ensemble Musical “Oito Bigode” com Filippo Gambetta – Museu da Ruralidade

17h30 – 19h00 Oficina de Danças Europeias em Grupo com Pello Irurzun – Salão CRE
18h00 – 21h30 Animação Musical com Oh Laurinda – Taberna do Pedro Feio, Café Central, Café da Praça, Adega das Ceifeiras, Espaço Artesanato
18h00 – 19h00 Oficina de Cante com Pedro Mestre – Museu da Ruralidade
18h30 – 21h30 – Animação musical com Nova Aurora – Sociedade Entradense, Restaurantes A Cavalariça e o Celeiro, Taberna do Museu
19h00 – 20h30 Baile com Dahù (PT) – Salão CRE
21h30 – 23h00 Concerto com Pagode do Gege – Praça Zeca Afonso
22h30 – 00h00 Baile com Zikhamu (PT) – Salão CRE
00h00 – 00h30 Concurso de Máscaras – Salão CRE
00h30 – 02h00 Baile com Filippo Gambetta & Carmelo Russo (IT) – Salão CRE

DOMINGO, 23 DE FEVEREIRO

9h30 – 12h00 – Das sementes ao Pão – Visita ao Moinho de Castro VerdeConversa, Tiborna e Cante com Os Ganhões de Castro Verde ***
11h00 – 12h30Oficina Contact-Folk com Catarina Ascenção– Salão CRE*****
Oficina de Acrobacia em Família com Circus VagabunT – Tenda CRE
11h00 – 13h30 Oficina de Gastronomia – Escola Primária****
12h00 – 16h00 Acordeão – Tiago Rodrigues – restaurantes A Cavalariça, O Celeiro e Museu da Ruralidade, Taberna do Museu
14h30 – 15h15 – Hora do Conto para pais e filhos – Biblioteca
15h00 – 16h30 Oficina Encontra-Danças por Jam.pt -Salão CRE
Oficina Danças de Porto Mós: Da Choutice à Valsa de Dois Passos com Marisa (Projeto Aire) – Tenda CRE
15h30- 16h30 Espectáculo de circo com Circus VagabunT – frente a Biblioteca
16h30 – 18h30 Cantes na Praça – Praça Zeca Afonso
Grupo de Cantares Feminino de Aljustrel
Grupo de Violas Campaniças da Cortiçol
Grupo Vozes do Sul
17h00 – 18h30 Oficina de Bourrée d’Auvergne com Luís Guerra – Museu da Ruralidade
18h00 -21h00 Animação Musical com Kateja – Taberna do Pedro Feio, Café Central, Café da Praça, Adega das Ceifeiras, Taberna do Museu
18h30 – 19h15 Oficina de Cante para Famílias com José Diogo e Telmo Narciso – Biblioteca
19h00 – 20h30 Baile com Jam.PT (PT) – Salão CRE
20h30 – 21h45 Baile com Solune Duo (FR) – Salão CRE
22h00 – 23h30 Baile com Trotabanda (ES) – Salão CRE

*Inscrições limitadas 5 euros – inclui transporte e seguro, prova de vinho, caneca Biosfera.
** Inscrições limitadas e gratuitas
*** Inscrições limitadas 5 Euros – inclui transporte e seguro, caneca biosfera, bebida, prova de pão.
**** Inscrições limitadas 5 euros – inclui almoço.

*****Trazer roupa confortável, meias ou sapatilhas. O chão é frio e não vamos dançar calçados.

  

BALSOL QUARTETO (PT)

A cumplicidade tímbrica do trompete e do acordeão cromático em composições originais, inspiradas na música Folk europeia com um toque contemporâneo. A junção das flautas, das cordas e das percussões, numa combinação perfeita, revisitando ambiências intemporais da World Music.

Esta é uma viagem sonora, com aromas e paisagens de vários pontos do globo, como fonte de inspiração. O Folk, remete à música das pessoas, a sua relação próxima e íntima com as vivências do quotidiano, num encontro de culturas.

BALSOL apresenta um repertório vasto de composições musicais, com um ecletismo bem atual, numa fusão de géneros e estilos, que se relacionam com a dança e a música de todos os tempos, combinando energia e intimidade.”

Manuel Amarelo: trompete, low whistle, voz
Nuno Carpinteiro: acordeão
David Rodrigues: guitarra
Fernando Molina: percussão

Acompanhem este projeto em na sua página de facebook aqui

DAHÙ (PT)

Num baile encontramo-nos. Dançamos em conjunto. E é a musica que nos une.

No Folklore Mediterrâneo, Dahù são criaturas lendárias de regiões montanhosas. Uma mescla de várias características com a particularidade de terem pernas mais curtas de um dos lados do corpo, forçando-as a contornar a montanha apenas num dos sentidos até se cruzarem com outras criaturas vindas do sentido oposto.

Com a mesma ideia encontram-se Inês Lopes e Pedro Prata. Duas criaturas com um percurso montanhoso tão diversificado quanto rico, cruzam-se na simplicidade de uma Concertina com uma Guitarra.

Misturam-se ritmos de tempos distantes com um sentido de desbravar novas sonoridades, onde a música e a dança europeias se unem muito para lá das fronteiras.

Mais informação sobre este projeto em www.dahu.pt

FILIPPPO GAMBETTA  E CARMELO RUSSO (IT)

Um novo trio da Ligúria (norte da Itália) viu a luz do dia: o acordeonista Filippo Gambetta, o guitarrista clássico Carmelo Russo e o violinista Sergio Caputo uniram forças para criar uma experiência musical única.

Os dois principais temas musicais seguidos pelo trio são o repertório de dança folclórica e as composições originais e originais, dirigidas principalmente ao público crescente. A banda tem feito digressões extensivamente pela Itália desde 2017, apresentando-se em importantes festivais e locais.

A mistura estilística criada por Filippo, Carmelo e Sergio combina expressões idiomáticas da música tradicional da Itália com melodias do centro da França e das Ilhas Britânicas, junto com rumba, flamenco e sonoridades musicais do norte da África.

A paisagem sonora do trio vai além do Mediterrâneo, para envolver o ouvinte nas atmosferas do choro e forró brasileiro.

Um concerto com este trio encanta o público com uma grande variedade de cores musicais e vitalidade contagiosa.

O trio lançou em junho de 2019 o álbum Maestrale (Visage Music, Itália)

Mais informações no site de Fillipo Gambeta aqui.

SOLUNE DUO (FR)

35 anos de “trilhos selvagens”. 9 anos juntos a fazer música. 5 anos de Solune a animar os primeiros festivais Andanças, tantas outras aventuras, começos e projectos partilhados.
Laurent e Loïc voltam, depois de 13 anos, a cruzar as notas de concertina e na gaita, dando mais uma vez vida às históricas composições de SOLUNE, grupo que fundaram e que está entre as primeiras formações de música new-trad.

Para alguns esta será uma boa ocasião para relembrar os primórdios do new-trad. Para outros, a de descobrir novas sonoridades.

TROTABANDA

Três músicos com ampla experiência nas músicas tradicionais do mundo, reunidos com um mestre de dança, que seguem numa viagem pelo folclore de diferentes povos do mundo, sem esquecer temas habituais de bal-folk.

Yvain Wer: Desde os sete anos que toca violino e é apaixonado pela música popular, este alemão instalado em Madrid, envolve todos com o seu som que vem do coração.

Cassandra Hamon: Artista multifacetada que chegou da França para compartilhar connosco a sua magia no palco cantando, com seu Darbouka, acordeão Diatônico ou até dançando.

Pablo del Fresno: Guitarrista desde a infância, compositor de audiovisual, diretor e técnico em projetos musicais. Artista inquieto que se move com facilidade entre o jazz, o funk, o rock ou o folk.

Pello Irurzun: Professor de danças de todo o mundo com quinze anos de experiência como docente, apaixonado por Portugal.

ZIKHAMU (PT)

Um trio, 2 nacionalidades, 12 instrumentos tradicionais, uma paixão comum pela música e baile folk de vários países e com várias composições originais.

Elena Valsecchi : Concertina
Gustavo Portela : Flautas, Gaitas-de-fole
Paulo Magueijo : Nyckelharpa, Bouzouki, Sanfona

OFICINA DE DANÇAS EUROPEIAS COM PELLO IRURZUM

Uma viagem por toda a Europa através das suas danças populares que poderá continuar no baile-concerto TROTABANDA.

Pello Irurzun, professor com mais de quinze anos de experiência docente, especializado em danças do folclore de povos de todo o mundo e danças históricas, é visitante habitual dos festivais e danças de Portugal.

OFICINA DE DANÇA BOURRÉ COM LUÍS GUERRA

Bourrée d’Auvergne
“A” Bourrée. O objectivo desta oficina é dar o salto de uma coreografia simples e fixa para uma coreografia mais rica e improvisada, que vive da harmonia com a música e da interacção constante com o par, onde ambos são simultaneamente leader e follower e constroem a dança no momento, com o suporte de uma base segura e das variações que serão dadas.
Recomenda-se estar à vontade na valsa de 3 tempos, e é dirigido a quem ainda não dança bourrées ou pretende melhorar o que já sabe.

Luís Guerra
Acérrimo fã das danças tradicionais europeias desde que tropeçou nelas em 2007, o amor pelas danças de bretanha e bourrées ganhou corpo nos festivais nacionais e franceses, onde vive o constante dilema de ter que escolher entre dançar mais, dormir, ou participar numa oficina que não há em mais lado nenhum. Hoje em dia quase que prefere dar aulas a dançar, pois “é como dançar com 10, 20 ou mais pessoas ao mesmo tempo”.
Deu oficinas de dança no XXII FEST-i-BALL (Bourrée 3t), Passagem d’Ano 2017/2018 (Danças da Bretanha), Interdanças/Seixalíada 2017 e 2018 (Introdução a Danças Tradicionais), XIV Aniversário Tradballs (Bourrée d’Auvergne), e várias aulas a convite da Tradballs no Teatro Ibérico e nos eventos “Come On & Dance”, entre outros.
Também é DJ/monitor de danças europeias como DJ Doppler, é um dos gestores do grupo EUROPEIAS no facebook (e antes disso, do DancasTradicionais.net), e organizador de bailes mensais na Trafaria, Almada.

OFICINA DE DANÇAS TRADICIONAIS DO MUNDO COM LEÓNIA DE OLIVEIRA

Um encontro em torno de danças populares do Mundo, em que todos são convidados a participar ativamente, não como meros espectadores, mas como parte importante da engrenagem que faz mover uma roda de gente. Tendo como motivo a aprendizagem de uma mão cheia de danças tradicionais de vários países do Mundo, esta oficina visa aliar o reconhecimento da importância da divulgação do património imaterial, música e dança, com a atividade física, e acima de tudo o convívio informal e saudável.
Nesta oficina, à medida que se aprendem e dançam coreografias de um repertório culturalmente variado, com um certo gostinho a intemporalidade, vive-se também a experiência da partilha de um momento especial, intenso, e descontraído.
Dança como lazer, atividade de relaxamento, satisfação e prazer.
Basta entrar na roda, sorrir e bailar

OFICINA VALSAS HÁ MUITAS COM LEÓNIA DE OLIVEIRA

Do palácio para a aldeia, chegam as valsas em grupo!

A pares, em roda e até em linha, juntos vamos partilhar coreografias variadas e de diferentes origens.

Balança, Balança, Enrola, Desenrola , Troca de par e deixa-te Encantar!

OFICINA DE FANDANGO DO RIBATEJO DE FLÁVIO BOLIEIRO

Quer seja na lezíria quer seja na charneca, o fandango é o rei da dança no Ribatejo. Trata-se de uma dança de despique e de desafio de raiz tradicional que o homem/mulher leva a cena, ostentando toda a sua virilidade e capacidades individuais.
Consta que no século XVIII, o fandango era dançado por homem e mulher em pé de igualdade. No entanto o facto de ter sido adotado pelos convivas das tabernas, que o dançavam sobre as mesas ao som do harmónio e ao toque dos ‘copos’, é interpretado como um dos motivos que conduziu à masculinizarão da dança.
É sem dúvida uma oficina de cabeça erguida, corpo firme e pernas leves, que leva à dança, ao divertimento e ao sorriso.

OFICINA CONTACT FOLK COM CATARINA ASCENSÃO

Um convite a mergulhar no desconhecido, a partir da experiência de cada um. Viajar entre o vocabulário das danças tradicionais e do contacto-improvisação, brincar e descobrir em conjunto os caminhos possíveis entre estes dois mundos.
Aberto a todos os níveis, o trabalho será adaptado à experiência de cada participante.

OFICINA ENSEMBLE MUSICAL OITO BIGODE


Encontro musical sobre um tema de composição de Filippo Gambetta, extraído do disco Otto Baffi (“oito bigode”, jogo de palavras italiano baseado na assonância com “oito baixos”). O tema pertence ao repertório “balfolk” e nasceu no acordeão de duas linhas.

OFICINA DE INSTRUMENTOS HARMÒNIO E ACORDEÃO COM FLÁVIO BOLIEIRO

Esta oficina é uma introdução para aprender os toques básicos de diferentes ritmos das músicas populares portugueses. O nível desta oficina é adequada a iniciados e está orientado para qualquer pessoa com ou sem conhecimentos musicais prévios. Os conteúdos incluirão breves notas históricas, notação musical, prática em ritmos de música popular. Haverá instrumentos à disposição mas recomenda-se levar o próprio.

Marisa Barroso é professora no Departamento de Motricidade Humana e Linguagens Artísticas da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais – Instituto Politécnico de Leiria – Portugal. Doutorada em Ciências do desporto especialização em Orientação Espacial tem interesse em Dança, Desenvolvimento Motor; Controlo Motor e Aprendizagem; Pedagogia da Dança, Salvaguarda do Património Cultural – Dança Tradicional e Popular, Inclusão, Atividade Física Adaptada. Atualmente coordena e participa em vários projetos relacionados com dança, onde se destaca a investigação sobre Pedagogia da Dança Tradicional e os desenvolvimentos da escrita etnocoreografica nos processos associados a recolha das danças tradicionais e populares portuguesas. É promotora e coordenadora do Projeto ALL Dance em Leiria um projeto formativo de promoção e valorização das danças tradicionais; Membro da equipa de produção do DVD “Dançante” Responsável pelo estudo do reportório das danças – um trabalho de preservação e promoção do património cultural e das artes populares; Intervenção na formação de professores, ministrou várias oficinas de dança em contextos regional, nacional e internacional, com objetivos culturais, desportivos e de divulgação e promoção das danças.
 
OFICINA DE DANÇAS TRADICIONAIS DE PORTO DE MÓS COM MARISA BARROSO


 
Nesta oficina vamos fazer uma viagem pela Serra D’ Aire e encontrar a diversidade e detalhe da arte popular portuguesa. Com a ajuda dos 4 ranchos locais, Marisa Barroso partilha as danças de uma recolha detalhada de 16 danças do concelho de Porto de Mós. Nesta oficina os participantes são convidados a aprender o Passe Catre, o Pirolito, o Reinadio, a Valsa a dois passos, Choutiças, Loureiros, Fados e Fadinhos. Vão ser combinadas danças fáceis e divertidas, outras de maior desafio, de um passo repenicado em quadrilha, a um passo valseado a intercalar a volta com o par.

O Cante no Entrudanças

O cante Alentejano, sendo tradição forte desta terra, marca presença no festival. A praça Zeca Afonso, o Museu da Ruralidade ou a Biblioteca Municipal são alguns dos espaços onde podem ser escutados os grupos corais convidados. Mas em Entradas há também, certamente, cante informal a acontecer à roda de uma mesa, de um petisco, de um copo de vinho. Deixe-se encantar por estas melodias do Alentejo e aprenda também umas modinhas nas oficinas de cante que serão aqui dinamizadas.

OFICINA DE ACROBACIA FAMÍLIA

A Escola Circus VagabunT, sediada em Aljezur,  é um projecto Social e Educativo que utiliza as Artes do Circo  para desenvolver relações com as comunidades e populações através das diferentes disciplinas do Circo. ” A nossa maior semelhança é sermos todos diferentes, e é nesta diferença que podemos construir um bem comum”

A Oficina de Acrobacia em Família é dinamizada pela Escola Circus VagabunT sendo destinada a aprofundar o relacionamento e a partilha entre Adultos e Crianças.

A proposta possibilita que pais e filhos se relacionem com as crianças, brincando com elas  através de exercícios físicos de acrobacia e também com a troca de papéis, permitindo que as crianças tenham um papel activo neste jogo.

A oficina será acompanhada por contos e música, e inclui exercícios de equilíbrio, saltos e cambalhotas, através de técnicas de acrobacia em pares. As atividades focam-se tanto no desenvolvimento das capacidades motoras das crianças como das suas capacidades relacionais. Usando a experiência simples do movimento e da percepção do corpo e do espaço, esta oficina favorece a construção da confiança em si mesmo, nos outros e na expressão criativa.

Arquivo de outras edições

Pão nosso que vens da terra

Em 2020 o Entrudanças celebra o pão. Nesta terra branca onde cai a semente do trigo, em que o horizonte é feito de céu, celebramos o fruto maior dos campos, das searas ondulantes e douradas. Homenageamos o grão acabado de colher, a branca farinha que corre da mó, as mãos na massa, o crepitar do pão estaladiço acabado de cozer, revivemos e partilhamos o calor e o conforto das sopas de pão, migando o tempo entre um copo de vinho e sorrisos à volta da mesa.

O Entrudanças dá vivas ao pão! O pão que nos define, que nos cria, forma e alimenta a alma de de campo.

O pão é o mote para a descoberta da paisagem, da natureza e da cultura. Música, dança, oficinas, bailes, workshops, projectos comunitários, exposições, concertos, cante, vinho e gastronomia… são estes os ingredientes de mais um Entrudanças.

Três dias a percorrer em passos de dança o mundo todo em Entradas!

Entre os dias 21 e 23 de fevereiro, juntamo-nos mais uma vez para dançar neste entrudo de artes, tradições e de encontros, desfilando pela ruas da Vila de Entradas um Carnaval quente de afectos e de festa.

PROGRAMA

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Lucerna…a alumiar o Entrudo

São mais de vinte mil as pequenas Lucernas que voltaram a ver a luz do dia, depois de terem sido descobertas em Santa Bárbara de Padrões, concelho de Castro Verde. Do que se sabe da História, ali teriam sido depositadas, num local de culto, um santuário talvez, relatando mais de trezentos anos de uso, entre os séculos I e III, quando Portugal – que ainda não o era –, se regia pelas leis que sopravam de Roma.

E há mais que nos contam estes pequenos objetos silenciosos, depois dos estudiosos se dedicarem a ouvir-lhes a História. De que vêm de muitos sítios. De que o material do qual são feitos atesta às muitas, ou poucas posses de quem ali os deixou. De que as cenas neles inscritas nos transportam numa viagem entre a mitologia e a vida quotidiana. De que as diferentes matérias usadas para a combustão nos falam do tempo em que se usava o azeite, a cera de abelha e diferentes resinas como fonte de luz.

Em 2019 o Entrudanças decorre de 1 a 3 de março, evocando a Lucerna, numa homenagem à luz e à história da região. Celebremos a noite que se faz dia. O pavio e o Sol, cujas chamas se transformam em luz. A claridade e a sombra, que em compasso marcam o tempo dos seres vivos. Sintamos assim a festa do Entrudo como a festa da luz e o pretexto para percorrer a sua simbologia, na marcação dos dias frios e escuros do inverno, que em breve darão espaço aos dias luminosos da primavera a caminho do verão. A Lucerna como lamparina mágica, dos desejos e sonhos que se tem para o futuro. A candeia, feita de barro, iluminada pelo azeite, frutos da terra, intrinsecamente ligados ao Alentejo e à mestria humana.

Aproveitemos estes três dias de festival para viver o Entrudo na planície alentejana com programação diversa onde a dança, a música, o cante e a gastronomia são o mote. Celebremos esta festa no seio de uma comunidade, que há muito recebe de braços abertos quem a visita para mais um Entrudanças. Aceitemos também o convite para visitar os espaços museológicos como o Museu da Lucerna em Castro Verde, único no mundo, ou o Museu da Ruralidade, em Entradas, redescobrindo as searas onduladas ao ritmo dos nossos pés e sentidos.

A programação é extensa, e permite que se explorem as diferentes propostas artísticas nacionais e internacionais, que transformam o festival num espaço aberto de diálogo intercultural. Celebremos assim o nosso passado e os objetos que a ele nos ligam, e sigamos a luz da Lucerna, que este ano vai alumiar Entradas e guiar-nos rumo a um Entrudo muito bem passado!

Programa sujeito a alterações.

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Trabalho com a Comunidade

No Entrudanças há uma importante componente dedicada à comunidade local. Nas semanas que antecedem o Entrudanças, desenvolve-se um trabalho artístico-comunitário com a população local, que reforça o seu sentimento de pertença ao projeto e posteriormente se revela na hospitalidade com que os participantes são recebidos.

Em 2019 o projeto desenvolvido com a comunidade foi inspirado no tema “Lucerna

“Viajaremos anos-luz, daremos a volta ao universo, a partir destes mesmos olhos, até chegarmos dentro do nosso peito”
Ângela Rocha

A partir do tema Lucerna, a Luz tornou-se guia para o desenvolvimento do projeto de criação artística com a comunidade de Entradas e Castro Verde.

Ao longo de seis semanas foram exploradas plasticamente diferentes facetas da Luz. Começou-se pelo Sol, como deus e fonte de vida, guia do tempo: construiu-se um relógio de sol, formando um ciclo de luz, desde o nascimento do sol até à noite. Observou-se o mundo através das cores favoritas dos participantes, descobrindo-se o Sol da música, os bichos fotoluminescentes e a luz negra, o arco-íris, as auroras boreais. Escreveu-se com luz e foram desvendadas as mensagens da tinta invisível, viram-se os relâmpagos e as estrelas cadentes, e tanto mais.

Para que esta viagem se torne realmente luminosa, será partilhada com todos. Assim, durante o desfile, a luz será celebrada, tentando expandi-la em reflexos nas paredes, acompanhada por ritmos e letra dos participantes, culminando na apresentação final de uma história luminosa que foi construída página a página ao longo das semanas e que será apresentada pelos próprios alunos.

Este projeto foi dinamizado por Ângela Rocha nas artes plásticas e por Miguel Fevereiro nas artes musicais, com o apoio da equipa PédeXumbo e com a brava participação da Associação ART, da Escola primária de Entradas – pré-primária e 1º ciclo, da turma do 2ºB do Centro Escolar nº2 de Castro Verde, do Lar Frei Manoel das Entradas e comunidade de Entradas.

Vídeo do projeto iLUZão

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