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Cordofones

Associação PédeXumbo (Atualizado em: 4 Julho, 2024 )

Bandolim

é um instrumento musical de cordas. De formato semelhante a uma pêra, pode ter as costas abauladas ou retas. Da família dos cordofones, possui cordoamento duplo – quatro pares de cordas – e a sua afinação é igual à do violino: Sol-Ré-Lá-Mi.
As origens do bandolim remontam à Itália do século XVI e ligam-no ao alaúde.

Cavaquinho

é da família dos cordofones e originário do Minho. Foi introduzido na cultura popular de Braga pelos nobres Biscainhos e depois levado para o Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Hawai. Originalmente com 12 trastes, tem uma afinação própria: Ré-Lá-Si-Mi. As ilhas do Hawai têm um instrumento baseado no cavaquinho chamado ukulele, tal como na Indonésia existe o kroncong, que é também um estilo musical com influências do fado, criado no século XVI por escravos libertados.

Rabeca Brasileira

é um instrumento tradicional dos cantadores nordestinos, com origem árabe. O tocador encosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina. A maneira de tocar depende da região de origem. Existem rabecas de três, quatro e cinco cordas, que podem ser de tripa ou aproveitadas de outros instrumentos de cordas. As afinações dependem do rabequeiro, sendo as mais comuns em quintas: Ré-Lá-Mi-Si, conhecida como “afinação pernambucana”, ou em Sol-Ré-Lá-Mi.

Rabeca Chuleira

representa a modificação do violino vulgar, popularizado entre os séculos XVII ou XVIII. É um violino popular de braço curto e escala muito aguda, que aparece numa área centrada em Amarante, que vai até ao Douro, Guimarães, Lousada e Santo Tirso, ligada a uma forma musical e coreográfica — a Chula.
É, porém, bastante comum nos conjuntos musicais populares das ilhas da Madeira, Porto Santo e Açores, e também Cabo Verde.

Viola Amarantina

é também designada de viola de Amarante, viola de dois corações ou apenas viola. É típica da região do Douro Litoral e tocada de rasgado, os dedos percorrem as cordas. Tem com um conjunto de cinco cordas duplas: as quatro mais agudas tocam a mesma nota, na mesma oitava, e as seis mais graves tocam a mesma nota, mas em oitavas diferentes. Ao contrário da de Braga, a escala vem até à boca, aumentando as hipóteses sonoras mais agudas.

Viola Braguesa

também designada viola de Braga, surge no século XVII e é o instrumento mais popular do Noroeste Português, entre Douro e Minho. Toca‐se a solo ou no acompanhamento do canto em “Rusgas”, “Chulas” e “Desafios”. Da família dos cordofones, atualmente tem a abertura central em “boca de raia” e tem 10 cordas, armadas em cinco ordens duplas, com dois tipos de afinação: Lá-Mi-Si-Lá-Ré, do agudo para o grave, e a “Mouraria Velha” em Sol-Ré-Lá-Sol-Dó.

Viola Campaniça

é uma viola típica da região campaniça alentejana do Baixo Alentejo, com 94 cm, sendo a maior das violas portuguesas. De origem incerta, era tocada para bailes, folias, rodas, ao despique e a acompanhar o canto. É um cordofone com 10 cordas (cinco ordens de cordas duplas), de enfranque muito pronunciado e que se pensa ter evoluído a partir da vihuela de mano medieval. Da corda mais aguda para a mais grave, tem a afinação Ré Ré – Si Si – Sol Sol – Dó Dó – Sol Sol.

Viola da Terra

também conhecida como viola de arame, viola de dois corações ou viola de 12 cordas, é um instrumento de cordas tradicional dos Açores. Com grande importância social para os açorianos, acompanha melodias como a saudade, a sapateia, o pezinho, a bela aurora, a chamarrita. Existem dois tipos principais: a viola da terra micaelense e a terceirense, variando a construção, afinação e técnica de execução. Tem 12 cordas de arame, dispostas em cinco parcelas: as três primeiras duplas e as duas seguintes triplas.

Violino

é um instrumento musical da família dos cordofones. É o menor e mais agudo dos instrumentos de sua família e corresponde ao Soprano da voz humana. Tem 4 cordas percutidas, com afinação da mais aguda à mais grave. O timbre é agudo, brilhante e estridente, mas dependendo do encordoamento utilizado e da forma que é tocado, podem-se produzir timbres mais aveludados. Toca-se com o arco a passar nas cordas e faz um som diferente de acordo com as cordas tocadas (corda Mi aguda, corda Sol grave).

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