Tudo começou em 2024, quando a PédeXumbo desafiou o CHAIA – Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora a mergulhar na memória do Baile da Pinha. Através de uma bolsa de investigação, Anna França (investigadora do CHAIA) e Rogério Almeida (fotógrafo e videógrafo), ambos do grupo “Depois das Cinco”, percorreram os concelhos de Castro Verde, Évora e Reguengos de Monsaraz para escutar e registar esta tradição.
Agora, em 2026, é altura de transformar todo esse acervo vivo em palco e movimento. O material recolhido ganha corpo num novo baile-espetáculo que vai percorrer os mesmos três territórios, com momentos de residência, criação e apresentação construídos de mão dada com as populações locais.
Para dar vida a esta criação, foram convidados dois artistas de percursos muito diferentes:
– Mestre André: Artista sonoro, compositor e designer de som para artes performativas, vindo de universos fora do circuito folk tradicional.
– Natércia Lameiro: Multi-instrumentista, compositora e professora de dança, com uma ligação profunda à música e às danças do mundo desde a infância.
O ponto de partida não podia ser mais instigante: nenhum dos dois conhecia ou tinha vivido um Baile da Pinha! Que novas leituras, ritmos e dinâmicas vão nascer deste encontro?
Mais do que uma digressão, esta iniciativa é um convite à participação. Os artistas vão habitar o território com uma missão clara: construir o guião do espetáculo em conjunto com as pessoas da terra. Não se trata apenas de assistir, mas de fazer parte. A comunidade é convidada a subir a bordo, partilhar memórias, emprestar o corpo, e a voz, e ajudar a reescrever o Baile da Pinha no presente. Apelamos, assim, à participação de todos em Castro Verde, entre 13 e 18 de Outubro.
As apresentações do espetáculo “Baile da Pinha” acontecerão a:
– 18 de Outubro, Castro Verde;
– 1 de Novembro, Reguengos de Monsaraz;
– 27 de Novembro, Évora [Festival Desdobra-te].
