ETHNO PORTUGAL
Ethno is a unique program aimed at young musicians aged between 18 and 30 who wish to explore folk and traditional music. It happened for the first time in Sweden, in the 1990s, and has since been replicated in over 40 countries across 6 continents, always with the support of Jeunesses Musicales International (JMI). In Portugal, it has existed since 2014 with the collaboration and support of Associação Pédexumbo, and is coordinated by Juan de la Fuente Alcón, Teresa Campos, and Tiago Candal, in partnership with the Municipality of Arraiolos and the Casa das Artes de Arraiolos.
The 12-day artistic residency takes place in the village of Arraiolos, from July 30 to August 10, and offers 35 musicians from 15 different countries the opportunity to learn and teach music from diverse world cultures in a personal and collaborative way. The program values the preservation of precious cultural heritages and fosters spaces where cultural exchange, learning, and collective experiences are grounded in friendship, respect, and tolerance. Ethno Portugal also aims to build meaningful connections with the local community that hosts the residency.
During their stay in Arraiolos, and accompanied by the coordination team joined by Olmo Marín, participants will also engage in a collaboration with the cante group of the Casa das Artes de Arraiolos, to deepen their understanding of the local traditions and cultural identity. However, three final concerts highlight the residency, the first of which taking place in the village itself as part of the event “Thursdays at the Castle”, promoted by the Municipality of Arraiolos.
ABOUT THE RESIDENCY
Presentations In the first few days, each participant—or group of participants—will introduce and teach a traditional song from their culture to the orchestra. They are invited to share as much as possible about the context in which the song is performed, its instrumentation, a translation of the lyrics, the reason they selected it, and how they imagine the orchestra interpreting it.
Transforming into Orchestral Repertoire The arrangement phase is an opportunity for musicians to collaborate, try new ideas, and shape the final repertoire. With the guidance of the artistic team – Tiago Candal, Olmo Marín, Juan de la Fuente and Teresa Campos – the orchestra works in sections: melodic instruments, harmonic instruments, percussion, and voices. Together, we will create collective arrangements that honor each song’s cultural roots. This is when decisions are made about who plays what—and when everyone goes to sleep with melodies still dancing in their minds. As a complementary practice, during the week the group is divided into 4 smaller ensembles that will develop arrangements specific for reduced formations.
A Moment of Sharing After many days immersed in music and forming bonds within the village of Arraiolos, the moment of sharing becomes something truly special. For the past four years, the castle has drawn a crowd to hear music brought to life by an orchestra of 35 musicians from 15 different cultures, most of whom have only met a week earlier. Two more concerts will take place in two extra locations of Portugal, continuing the celebration of the journey we will go through together.
Other activities Living far from home and spending so much time together during the residency makes it essential that participants are warmly welcomed and supported, allowing the group to naturally bond
Each day begins with and is followed by a group warm-up, tailored to the musical activities ahead. In the evenings, the artistic team organizes cultural exchange sessions such as the “Dance Night”, where participants teach a traditional dance from their culture, or the “Gastronomic Night” where they share sweets, snacks, and special dishes from their home countries.
PERSONAL DEVELOPMENT THROUGH CULTURAL EXCHANGE
Ethno offers a unique opportunity to young musicians from all over the world and has a significant social impact in every country it reaches. By focusing on continuity and quality, we believe it also deeply impacts the local communities that host it—enriching the project and enhancing its value. The collaboration with the Cante Alentejano group of the Casa das Artes de Arraiolos provide participants with deeper contact with the region’s living traditions. These moments are also an invitation to dance, share, and celebrate together.
Ethno is built on core values focused on preserving cultural heritage and keeping traditional music alive for future generations. Promoting non-formal music education, the project values peer-to-peer learning and hands-on experience, empowering young musicians to connect with their cultural roots in an active and collaborative way. Additionally, it creates opportunities for international mobility, facilitating the exchange of knowledge and experience among musicians from diverse backgrounds. Throughout the process, participants grow in confidence and develop musically, professionally and personally – within a space of support and mutual respect – in an open and inclusive environment, where musicians of different genres, cultures, backgrounds, abilities, and beliefs come together, respecting differences and celebrating what each person brings to the collective journey.
ETHNO PORTUGAL
O Ethno é um programa único dirigido a jovens músicos entre os 18 e os 30 anos que desejam explorar a música folk e tradicional. Surgiu pela primeira vez na Suécia, na década de 1990, e desde então foi replicado em mais de 40 países, distribuídos por 6 continentes, sempre com o apoio da Jeunesses Musicales International (JMI). Em Portugal, existe desde 2014 com a colaboração e o apoio da Associação PédeXumbo, sendo coordenado por Juan de la Fuente Alcón, Teresa Campos e Tiago Candal, em parceria com o Município de Arraiolos e a Casa das Artes de Arraiolos.
A residência artística de 12 dias decorre na vila de Arraiolos, entre 30 de julho e 10 de agosto, oferecendo a 35 músicos de 15 países diferentes a oportunidade de aprender e ensinar música de diversas culturas do mundo de forma pessoal e colaborativa. O programa valoriza a preservação de patrimónios culturais preciosos e promove espaços onde a troca cultural, a aprendizagem e as experiências coletivas assentam na amizade, no respeito e na tolerância. O Ethno Portugal procura também criar ligações significativas com a comunidade local que acolhe a residência.
Durante a estadia em Arraiolos, e acompanhados pela equipa de coordenação, à qual se junta Olmo Marín, os participantes desenvolvem ainda uma colaboração com o grupo de cante da Casa das Artes de Arraiolos, aprofundando o contacto com as tradições locais e a identidade cultural do território. A residência culmina em três concertos finais, sendo o primeiro realizado na própria vila, integrado na iniciativa “Quintas-feiras no Castelo”, promovida pelo Município de Arraiolos.
SOBRE A RESIDÊNCIA
Nos primeiros dias, cada participante — ou grupo de participantes — apresenta e ensina à orquestra uma canção tradicional da sua cultura. São convidados a partilhar o máximo possível sobre o contexto em que a música é interpretada, a instrumentação utilizada, a tradução da letra, a razão da escolha e a forma como imaginam a interpretação pela orquestra.
A fase de arranjos é um momento de colaboração, experimentação e construção do repertório final. Com a orientação da equipa artística — Tiago Candal, Olmo Marín, Juan de la Fuente e Teresa Campos — a orquestra trabalha por secções: instrumentos melódicos, instrumentos harmónicos, percussão e vozes. Em conjunto, são criados arranjos coletivos que respeitam as raízes culturais de cada tema. É neste momento que se decide quem toca o quê — e em que todos vão dormir com melodias ainda a dançar na cabeça. Como prática complementar, durante a semana o grupo divide-se em quatro pequenos ensembles que desenvolvem arranjos específicos para formações reduzidas.
Após vários dias imersos na música e na convivência na vila de Arraiolos, o momento de partilha torna-se verdadeiramente especial. Nos últimos quatro anos, o castelo tem reunido público para ouvir a música ganhar vida através de uma orquestra composta por 35 músicos de 15 culturas diferentes, muitos dos quais se conheceram apenas uma semana antes. Dois concertos adicionais terão lugar noutras localidades do país, prolongando a celebração desta viagem coletiva.
Viver longe de casa e partilhar intensamente o quotidiano durante a residência torna essencial garantir um acolhimento caloroso, permitindo que o grupo crie naturalmente laços entre si.
Cada dia começa e termina com um aquecimento coletivo, adaptado às atividades musicais previstas. À noite, a equipa artística dinamiza sessões de intercâmbio cultural, como a “Noite de Danças”, onde os participantes ensinam uma dança tradicional do seu país, ou a “Noite Gastronómica”, dedicada à partilha de doces, petiscos e pratos típicos das suas culturas de origem.
DESENVOLVIMENTO PESSOAL ATRAVÉS DA TROCA CULTURAL
O Ethno oferece uma oportunidade única a jovens músicos de todo o mundo e tem um impacto social significativo em todos os países onde acontece. Ao apostar na continuidade e na qualidade, acredita-se que o projeto também transforma profundamente as comunidades locais que o acolhem — enriquecendo o próprio programa e ampliando o seu valor. A colaboração com o grupo de Cante Alentejano da Casa das Artes de Arraiolos proporciona aos participantes um contacto direto com as tradições vivas da região, convidando igualmente à dança, à partilha e à celebração conjunta.
O Ethno assenta em valores fundamentais ligados à preservação do património cultural e à manutenção da música tradicional viva para as gerações futuras. Promovendo a educação musical não formal, valoriza a aprendizagem entre pares e a experiência prática, capacitando jovens músicos a relacionarem-se de forma ativa e colaborativa com as suas raízes culturais. Paralelamente, cria oportunidades de mobilidade internacional, facilitando a troca de conhecimentos e experiências entre músicos de diferentes contextos. Ao longo do processo, os participantes desenvolvem confiança e crescem musical, profissional e pessoalmente — num espaço de apoio e respeito mútuo — num ambiente aberto e inclusivo, onde músicos de diferentes géneros, culturas, origens, capacidades e crenças se encontram, respeitando as diferenças e celebrando aquilo que cada pessoa traz para a jornada coletiva.
