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Instrumentos da Bolsa

Associação PédeXumbo (Atualizado em: 4 Julho, 2024 )

Aerofones

Acordeão Botões

é um instrumento musical da família dos aerofones, de origem alemã, composto por um fole, palhetas livres e duas caixas harmónicas de madeira. É tocado um pouco por todas as regiões do país, ocupando, muitas vezes, o tocar da viola. Ainda é bastante comum fazerem-se bailes apenas com o acordeão. O acordeão cromático com botões apresenta um conjunto de botões que pode variar e que é tocado com a mão direita, cuja disposição segue a ordem das escalas cromáticas.

Acordeão Teclas

é um instrumento musical da família dos aerofones. De origem alemã, é composto por um fole, palhetas livres e duas caixas harmónicas de madeira. É tocado um pouco por todas as regiões do país e é bastante comum fazerem-se bailes apenas com o acordeão. O acordeão de teclas é caracterizado pelo seu teclado similar ao de um piano ou órgão, mas com teclas mais compactas e arredondadas. O instrumento é capaz de produzir uma diversidade de sons, adequando-se a variados estilos musicais.

Clarinete

é um instrumento musical de sopro, constituído por um tubo cilíndrico, uma boquilha cónica de palheta simples, um barrilete, corpo superior, corpo inferior euma campânula. Tem uma extensão de notas muito grande. Faz parte do grupo de instrumentos chamados transpositores, pois a nota escrita é diferente da nota verdadeira, devido à afinação própria do instrumento.
É necessária a transposição de notas para que o clarinete soe no tom real da música. A afinação mais comum é em Si bemol e em Lá.

Concertina

é um pequeno acordeão, de caixa poligonal (hexagonal ou octogonal), com palheta metálica livre, sistema bi-sonoro (cada botão dá duas notas, conforme o fole é acionado para fora ou para dentro) e duas fileiras de botões (por vezes duas e meia, ou três) com carácter diatónico. Começou por ser designada por harmónico, como ainda é chamada em certas territórios da Estremadura, Ribatejo, Alentejo e Douro Litoral. Tem muita importância no folclore nacional de Portugal e de partes do Brasil.

Flauta de Tamborileiro

é o termo utilizado para denominar um tipo de instrumento musical da família dos aerofones. É flauta de bisel com três buracos no extremo oposto ao do bisel, dois na parte superior e um na parte inferior da flauta. Toca-se com várias intensidades de sopro, produzindo uma escala diatónica através dos vários harmónicos. Esta flauta é tocada por apenas uma mão, enquanto a outra mão faz o acompanhamento com um instrumento de percussão, frequentemente um tambor bimembranofone.

Gaita de Fole Galega

é um dos modelos mais conhecidos de gaita-de-fole. Original de Portugal e da Galiza, tornou-se popular pela proliferação de grupos de música folclórica e hoje toca-se pelo mundo. Apresentava três tubos melódicos: o ponteiro, o bordão (ou roncão) e o assoprador (ou soprete), mas atualmente são mais comuns o ronquete (bordão tenor) e o ronquilho ou chilão (bordão alto). As afinações tradicionais em Si e em Ré foram aos poucos sendo preteridas em relação à afinação em Dó.

Gaita de Fole Transmontana

ou Mirandesa partilha diversos aspetos com gaitas de regiões vizinhas: as gaitas sanabresa, zamorana e alistana. Tem um bordão baixo com palhão e um ponteiro cónico com palheta dupla. A bolsa tem uma forma característica, com o couro inteiro da pele de um cabrito, com o ponteiro no pescoço e o soprete e o bordão em cada pata dianteira. No modo e afinação é peculiar, pois a nota fundamental (tónica) pode ser em Si, Sib ou Lá, com a subtónica (não sensível) um tom abaixo.

Cordofones

Bandolim

é um instrumento musical de cordas. De formato semelhante a uma pêra, pode ter as costas abauladas ou retas. Da família dos cordofones, possui cordoamento duplo – quatro pares de cordas – e a sua afinação é igual à do violino: Sol-Ré-Lá-Mi.
As origens do bandolim remontam à Itália do século XVI e ligam-no ao alaúde.

Cavaquinho

é da família dos cordofones e originário do Minho. Foi introduzido na cultura popular de Braga pelos nobres Biscainhos e depois levado para o Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Hawai. Originalmente com 12 trastes, tem uma afinação própria: Ré-Lá-Si-Mi. As ilhas do Hawai têm um instrumento baseado no cavaquinho chamado ukulele, tal como na Indonésia existe o kroncong, que é também um estilo musical com influências do fado, criado no século XVI por escravos libertados.

Rabeca Brasileira

é um instrumento tradicional dos cantadores nordestinos, com origem árabe. O tocador encosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina. A maneira de tocar depende da região de origem. Existem rabecas de três, quatro e cinco cordas, que podem ser de tripa ou aproveitadas de outros instrumentos de cordas. As afinações dependem do rabequeiro, sendo as mais comuns em quintas: Ré-Lá-Mi-Si, conhecida como “afinação pernambucana”, ou em Sol-Ré-Lá-Mi.

Rabeca Chuleira

representa a modificação do violino vulgar, popularizado entre os séculos XVII ou XVIII. É um violino popular de braço curto e escala muito aguda, que aparece numa área centrada em Amarante, que vai até ao Douro, Guimarães, Lousada e Santo Tirso, ligada a uma forma musical e coreográfica — a Chula.
É, porém, bastante comum nos conjuntos musicais populares das ilhas da Madeira, Porto Santo e Açores, e também Cabo Verde.

Viola Amarantina

é também designada de viola de Amarante, viola de dois corações ou apenas viola. É típica da região do Douro Litoral e tocada de rasgado, os dedos percorrem as cordas. Tem com um conjunto de cinco cordas duplas: as quatro mais agudas tocam a mesma nota, na mesma oitava, e as seis mais graves tocam a mesma nota, mas em oitavas diferentes. Ao contrário da de Braga, a escala vem até à boca, aumentando as hipóteses sonoras mais agudas.

Viola Braguesa

também designada viola de Braga, surge no século XVII e é o instrumento mais popular do Noroeste Português, entre Douro e Minho. Toca‐se a solo ou no acompanhamento do canto em “Rusgas”, “Chulas” e “Desafios”. Da família dos cordofones, atualmente tem a abertura central em “boca de raia” e tem 10 cordas, armadas em cinco ordens duplas, com dois tipos de afinação: Lá-Mi-Si-Lá-Ré, do agudo para o grave, e a “Mouraria Velha” em Sol-Ré-Lá-Sol-Dó.

Viola Campaniça

é uma viola típica da região campaniça alentejana do Baixo Alentejo, com 94 cm, sendo a maior das violas portuguesas. De origem incerta, era tocada para bailes, folias, rodas, ao despique e a acompanhar o canto. É um cordofone com 10 cordas (cinco ordens de cordas duplas), de enfranque muito pronunciado e que se pensa ter evoluído a partir da vihuela de mano medieval. Da corda mais aguda para a mais grave, tem a afinação Ré Ré – Si Si – Sol Sol – Dó Dó – Sol Sol.

Viola da Terra

também conhecida como viola de arame, viola de dois corações ou viola de 12 cordas, é um instrumento de cordas tradicional dos Açores. Com grande importância social para os açorianos, acompanha melodias como a saudade, a sapateia, o pezinho, a bela aurora, a chamarrita. Existem dois tipos principais: a viola da terra micaelense e a terceirense, variando a construção, afinação e técnica de execução. Tem 12 cordas de arame, dispostas em cinco parcelas: as três primeiras duplas e as duas seguintes triplas.

Violino

é um instrumento musical da família dos cordofones. É o menor e mais agudo dos instrumentos de sua família e corresponde ao Soprano da voz humana. Tem 4 cordas percutidas, com afinação da mais aguda à mais grave. O timbre é agudo, brilhante e estridente, mas dependendo do encordoamento utilizado e da forma que é tocado, podem-se produzir timbres mais aveludados. Toca-se com o arco a passar nas cordas e faz um som diferente de acordo com as cordas tocadas (corda Mi aguda, corda Sol grave).

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